Metaverso

LGPD e metaverso: como fica a proteção de dados nesse novo universo digital? Confira

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Segundo especialista, toda a legislação de proteção de dados também é aplicável ao metaverso

Nos últimos meses o metaverso dominou os noticiários de tecnologia, apresentando ao mundo uma nova dinâmica social online. No entanto, as pessoas ainda estão aprendendo a lidar com esse ambiente virtual. Diante disso, a pergunta que fica é: como o metaverso e a LGPD se relacionam?

Para quem não está familiarizado com o termo, LGPD se refere à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. O objetivo dessa legislação, sancionada em 2020, é regular o tratamento de dados pessoais na web.

Para entender um pouco mais o assunto, a reportagem do Programadores Brasil conversou com Fernando Xavier, CEO da BuscaJuris. A empresa de tecnologia jurídica usa Inteligência Artificial como apoio para pesquisas de jurisprudência.

Proteção de dados ganha relevância em meio aos avanços do metaverso (Foto: Pixabay)

Regras da LGPD podem ajudar a regulamentar o metaverso

De acordo com Xavier, toda a legislação de proteção de dados também é aplicável ao metaverso. Assim, a LGPD e o Marco Civil da internet ajudam a regulamentar esse ambiente virtual.

“A LGPD, por ser mais recente, está mais próxima desta nova realidade trazida pelo metaverso. O Marco Civil, por sua vez, que foi pensado para uma “outra” internet, precisa de atualizações para ter maior eficácia na regulamentação dessa “nova” internet, como muitos chamam o metaverso”, destacou.

O especialista não descarta, no entanto, a possibilidade de uma atualização no texto da LGPD. O objetivo seria trazer mais clareza às regras de proteção de dados no metaverso.

“É possível que o texto seja alterado, que seja sancionada alguma lei específica ou que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados defina novas instruções, de acordo com os impactos que vierem a ser trazidos pelo metaverso.”

Fernando Xavier ainda deu orientações para que as pessoas protejam seus dados diante desse novo contexto digital. Segundo ele, é importante ter um cuidado especial com as chamadas wallets (careteiras digitais).

“Geralmente essas wallets possuem uma senha que inclui diversas palavras e que não é possível redefinir, ou seja, não existe a opção de Esqueci minha senha. Portanto, caso os dados dessa senha caiam na mão de terceiros, este poderá acessar a carteira digital do proprietário. Creio que o judiciário será chamado em breve para resolver casos como esse, tendo em vista que a legislação ainda não prevê com exatidão como estes casos serão tratados”, alertou.


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Sobre o Autor(a)
Jornalista e redatora, com experiência em SEO e Webwriting. Extremamente curiosa, gosto de explorar diferentes assuntos e vivenciar novas experiências. Nascida na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e apaixonada por escrita, literatura e por boas histórias.

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