Linguagens de programação

Conheça 4 linguagens de programação desenvolvidas por brasileiros

Separamos abaixo 4 Linguagens de Programação criadas por brasileiros para você conhecer

6 Minutos de Leitura

Quando falamos em Linguagem de Programação, logo vem à nossa cabeça países que são grande potência na área tecnológica, como Estados Unidos, China e Japão, por exemplo. Mas, o Brasil também tem um enorme potencial no ramo da tecnologia, e há diversas linguagens de programação que foram desenvolvidas por brasileiros.

A contribuição do Brasil no cenário da programação se revelou a partir do avanço do uso de computadores e da criação de cursos como Ciência da Computação e Engenharia de Software nas universidades e institutos federais pelo país.

No entanto, o movimento começou a crescer mesmo somente após os anos 1980, quando cientistas e desenvolvedores começaram a se interessar por programação, mas que deveriam funcionar em português.

Hoje em dia, além de diversas conquistas e avanços no cenário internacional da computação, desenvolvimento de software e robótica, o Brasil também já conta com diferentes tipos de linguagens de programação com inúmeras funcionalidades.

Veja 4 Linguagens de Programação criadas por brasileiros

1 – Lua

(Imagem: Linguagem de Programação Lua)

Uma linguagem de programação muito utilizada no mundo dos games, a LUA foi projetada, implementada e desenvolvida no Brasil, em 1993, por Roberto Ierusalimschy, Luiz Henrique de Figueiredo e Waldemar Celes, membros do Computer Graphics Technology Group na PUC-Rio, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, no Brasil.

Ela surgiu da necessidade de integrar duas outras linguagens, a SOL (Simples Object Language) e DEL (Data-Entry Language). O projeto foi financiado pela Petrobras.

Essa união se tornou um linguagem mais prática e de fácil aprendizado que passou a ser usada em diversos e variados ramos da programação, que vão de jogos eletrônicos, como Grim Fandango e Angry Birds, por exemplo, a plataformas de edição como Adobe Photoshop Lightroom, e até Roblox. Além disso, a LUA tem sido amplamente utilizada no controle de robôs, em gigantes como Microsoft, Verizon, Disney e Intel.

Aqui no Brasil, a LUA é utilizada também pela Petrobras no controle de programas de visualização, processos de módulos de plataforma e scripting de interfaces gráficas. Além disso, ela tem como uma de suas principais características o design modular e minimalista da linguagem.

Essa qualidade foi o que a tornou muito eficiente, e por isso adotada pelos engenheiros gráficos de jogos e mobile phones.

A LUA é uma linguagem de programação rápida e leve, projetada para estender aplicações. Já com relação à sua estrutura, ela é uma combinação de sintaxe simples para programação procedural com poderosas construções para descrição de dados baseadas em tabelas associativas e semântica extensível.

2 – Elixir

(Imagem: Linguagem de Programação Elixir)

Elixir é uma linguagem de programação que também nasceu em berço brasileiro. Foi criada, desenvolvida e mantida por José Valim, em 2012, juntamente com o núcleo de Desenvolvimento e Pesquisa (R&D) da Plataformatec.

Segundo sua própria definição, Elixir é “uma linguagem dinâmica e funcional, desenhada para construir aplicações escaláveis e sustentáveis”. Ou seja, o foco principal da linguagem é fornecer, de maneira produtiva, ferramentas para a construção de aplicações distribuídas e de fácil manutenção.

E para quem não sabe, o Elixir é um tipo de linguagem funcional executada na máquina virtual do Erlang. Na época de seu desenvolvimento, Valim descobriu a tecnologia Erlang, que havia sido criada pela Ericsson em 1986, e que é utilizada há décadas por empresas de telecomunicações.

Portanto, por atender sistemas que trabalham sob alta performance, a elixir então passou a ser conhecida por grandes companhias que dependem de softwares eficientes e não só pela comunidade de desenvolvedores.

A tecnologia brasileira da Elixir se tornou popular no Vale do Silício por permitir a construção de plataformas totalmente digitais que suportam o tráfego de milhares de dados em uma curta escala de tempo. Por isso, além das empresas e produtos 100% digitais, outros setores da indústria também já adotaram a linguagem de programação em suas plataformas.

Por exemplo, entre as empresas mais famosas que utilizam o Elixir atualmente estão: WhatsApp Pinterest, Discord, Envato, Adobe, e muito mais. Outras empresas que também utilizam a inovação são da área de e-commerce, fintechs, companhias de comunicação, consultorias e laboratórios de saúde.

Um dos principais diferenciais do Elixir é que ele tem a capacidade de assumir diferentes formas, é chamado de Polimorfismo. Isso, portanto, faz com que a linguagem se torne extensível, ou seja, é possível adicionar novas funcionalidades sempre que for necessário. Além disso, o Elixir se destacou por ser utilizado em grandes soluções. Em suma, a linguagem de programação funciona desde em uma aplicação web até em um sistema embarcado.

A linguagem de programação brasileira conta com o Mix, uma ferramenta de compilação que fornece tarefas para criar, compilar, testar aplicativos e gerenciar projetos e dependências. Já por meio do Hex, seu package manager oficial, é possível encontrar uma quantidade gigante de libs, incluindo as do Erlang. Ele disponibiliza um framework chamado ExUnit para a realização de testes unitários e, ainda, possui um terminal interativo, o IEx (Elixir’s Interactive Shell), que oferece funcionalidades como: Autocompletar; Histórico; Avaliação de expressões.

O código Elixir é executado em pequenas threads, chamadas de processos. Esses processos são totalmente isolados e trocam informações através de mensagens. Na comunidade Erlang existe um conceito chamado ‘let it crash’ ou, em português, ‘deixe falhar’. Ou seja, a única certeza que um desenvolvedor tem sobre um código que é executado em produção é que as coisas podem não dar certo. Para isso, o Elixir implementa uma feature de supervisão do código que está sendo executado.

3 – Boo

(Imagem: Linguagem de Programação Boo)

A Linguagem de Programação Boo foi desenvolvida por Rodrigo Barreto de Oliveira, em 2003. É uma linguagem compilada e estática, marcada por ter uma facilidade maior para criar extensões. Para esclarecer, o nome Boo veio de “Bamboo”, pseudônimo do seu criador.

A linguagem de sintaxe baseada em Python surgiu quando o brasileiro estava trabalhando na Unity Technologies ApS. O desenvolvedor utilizava o próprio Python, mas percebeu uma necessidade de características de linguagens estaticamente tipadas, além da impossibilidade do uso da arquitetura .Net.

No entanto, a migração para o C# solucionou o último problema, mas ainda não via produtividade, de fato, na linguagem. Portanto seu projeto acabou agregando características de ambas, sendo baseado em script.

Além disso, o Boo atende diferentes objetivos de acordo com o desejo do programador, por disponibilizar um compilador extensível. O seu aprendizado não é tão complexo, pois sua sintaxe é simples e leve, assim como o Python. Os princípios da linguagem de programação brasileira se resumem em extensibilidade, expressividade e produtividade.

Apesar de ser desenvolvida por um brasileiro, sua fama é principalmente internacional pois foi escrita em inglês. Seus ambientes de desenvolvimento incluem os editores de código Notepad++ e Sublime Texto. Todo suporte para trabalhar melhor com ela, no entanto, está disponível em seu repositório no GitHub.

4 –  Portugol

(Imagem: Linguagem de Programação Portugol)

Criada em 1986, por António Manso, do Instituto Politécnico de Tomar, e pelo professor Antonio Carlos Nicolodi, do Instituto Federal de Santa Catarina, a linguagem de programação Portugol pode ser definida como um pseudocódigo em português.

Ou seja, vem a ser uma forma simplificada de escrever um código, sem a sintaxe que geralmente caracteriza cada linguagem de programação. 

A ideia é que quem escrever a linguagem Portugol não precise ter tanto conhecimento técnico além da base da lógica de programação, ou ter um conhecimento generalizado, já que o algoritmo desse tipo de linguagem é genérico.

Portanto, Portugol é simples e intuitivo, e está escrito em português, apesar de não ser considerada uma linguagem propriamente dita, ela é uma pseudo linguagem. A ideia dos professores era criar uma tradução da linguagem de programação Pascal, surgida nos anos 1970 e base para outras diversas linguagens, algumas inclusive muito usadas até os dias de hoje. 

Mas, como o Pascal era, e ainda é, em alguns casos, a base de estudos de alunos de cursos ligados à computação, fazia sentido o interesse em desenvolvedores brasileiros trabalhar com um código baseado nele, mas adaptado para o português.

Para esclarecer, a etimologia do nome é de três palavras: Português, Algol (linguagem anterior ao Pascal) e Pascal. Em contrapartida, embora seja escrito em português, o código é estruturado e interpretado em um computador, por isso ele é referido por vezes como Português Estruturado. Em algumas vezes, ele foi adaptado também à outras linguagens bem conhecidas, como C, C++ e Java.

Em resumo, o principal foco do Portugol é o ensino da lógica de programação, base para alunos e qualquer pessoa em geral interessada em códigos e em trabalhos com algoritmos. Ela não exige o conhecimento da língua inglesa, o que acaba facilitando a vida de alunos e professores no Brasil e em países cujo português é a língua nativa.

Por fim, independentemente de ser iniciante em programação ou não, vale muito a pena testar alguma linguagem de programação brasileira.

Qual ou quais linguagens de programação desenvolvidas por brasileiros você já conhecia? Deixe aqui nos comentários.


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Sobre o Autor(a)
Jornalista, criadora de conteúdo e redatora desde 2011. Sou a mineira que veio do interior e que virou carioca por amor. Sempre antenada com o mundo ao meu redor e curiosa por natureza, já aterrissei em diversas editorias e segmentos da comunicação. Mas, a minha paixão mesmo é aquela boa mistura da tecnologia com a informação. Atualmente, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Marketing Digital.

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