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Como as edtechs ajudam a transformar o mercado da educação e da tecnologia? Confira

Startups de educação ajudam, inclusive, a preencher o gap de profissionais do setor tech no mercado de trabalho

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As edtechs vêm se destacando como um dos principais segmentos de startups, ficando atrás apenas das fintechs. Mas, como essas empresas estão ajudando a transformar o mercado da educação e da tecnologia?

Para entender o assunto, Programadores Brasil conversou com o CTO do Edify Education, Gilson Cavalcanti. O especialista falou em mais detalhes sobre a importância das edtechs.

Cavalcanti explicou que as edtechs ajudam a catalisar o aprendizado, por meio da tecnologia, contribuindo inclusive para preencher o gap de profissionais do setor tech no mercado de trabalho.

“Não seria errado fazer uma analogia do conhecimento de um profissional de tecnologia como uma pilha de blocos de conhecimento. O profissional adquire esses pequenos blocos ao longo da carreira e os vai empilhando um em cima do outro” disse Cavalcanti.

O especialista explicou que o grande dilema atual é que as empresas exigem que os profissionais já cheguem ao mercado com uma grande pilha de conhecimento, muitas vezes sem considerar os alicerces básicos para que essa formação seja construída.

“Boa parte das edtechs sérias atua acelerando a aquisição de blocos básicos. Não como atalhos para o aprendizado, como algumas pessoas pensam, mas usando tecnologia para catalisar o aprendizado. Tecnologia certa, no momento mais efetivo possível.”

Veja também: Plug and Play: conheça modelo de trabalho que chega para atender déficit de profissionais de TI

Edify aposta na união em tecnologia e educação para melhorar o ensino (Foto: Divulgação)

Edtechs enfrentam o desafio de alinhar tecnologia e educação

No entanto, a junção de educação e tecnologia tem seus desafios. Um deles é alinhar a parte acadêmica com as novidades tecnológicas que surgem no mercado.

“Constatar que o atual sistema educacional é engessado, trazer empolgação e tecnologia de ponta não são suficientes sem um time acadêmico robusto caminhando junto.”

Como exemplo de boa prática, Cavalcanti destacou a ferramenta usada no Edify, Design Sprints, que permitiu verificar que os professores de inglês gastam em média 4 horas e meia por semana com planejamento de aula.

“Nós desenvolvemos redes neurais capazes de reduzir esse tempo pela metade. Essa rede se alimenta do conteúdo didático do Edify e aprende com as melhores práticas particulares de milhares de professores do Brasil inteiro para entregar um planejamento e customização de aula mais eficaz para o professor.”

O CTO do Edify Education ainda reforçou que a tecnologia permite fazer análises “que seriam proibitivas ou até impossíveis de serem feitas por humanos”. Nesse sentido, a parte tech vem para apoiar a coleta, análise e mensuração de dados no setor da educação.

“Trazer uma cultura data-driven para a educação significa entender que, os tempos de análises em planilhas precisam dar espaço para ambientes de dados mais profissionalizados.”

E complementou: “ter uma estrutura de dados profissional com um DataLakes bem estruturado, coleta de dados sistemática e time interno da Data & Analytics a serviço do aprendizado, é um sintoma do tipo de transformação que as edtechs estão promovendo”.

O que achou da matéria? Qual outro segmento de startups você quer ver por aqui? Deixe nos comentários!


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Sobre o Autor(a)
Jornalista e redatora, com experiência em SEO e Webwriting. Extremamente curiosa, gosto de explorar diferentes assuntos e vivenciar novas experiências. Nascida na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro e apaixonada por escrita, literatura e por boas histórias.

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