Estudo aponta que apps de saúde mental não têm padrões mínimos de segurança. Veja
Segurança Digital

Estudo aponta que apps de saúde mental não têm padrões mínimos de segurança. Veja

O estudo aponta que 25 dos 32 apps de saúde mental analisados não atingem os requisitos mínimos de segurança de dados

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De acordo com estudos realizados pela Mozilla, quase 80% dos aplicativos de saúde mental disponíveis para smartphones não seguem padrões mínimos de segurança e privacidade de seus usuários.

Dessa forma, o levantamento acabou se deparando com questões como compartilhamento de dados. Além disso, também havia anúncios direcionados e más práticas de segurança na maior parte das soluções analisadas. Tudo isso é gerado a partir de informações sensíveis da saúde e intimidade de seus utilizadores, que usam o app buscando por auxílio.

Em suma, a conclusão do estudo mostra que enquanto oferecem meditação, orientação religiosa e até dicas de cuidado para saúde mental, 25 dos 32 aplicativos analisados não atingem os requisitos mínimos da organização sobre segurança e privacidade, colocando os dados de seus usuários em risco ou os sujeitando a direcionamento de anúncios ou possíveis comprometimentos de contas.

Estudo aponta que apps de saúde mental não têm padrões mínimos de segurança. Veja
Ilustração de uma meditação

Apps famosos estão estão na lista

Soluções famosas aparecem na listagem, como é o caso do Calm. O famoso app de meditação pode rastrear o usuário e compartilhar seus dados com terceiros desconhecidos, para fins de marketing e pesquisa, além de coletar informações de fontes externas caso, como por exemplo, compartilhar o seu login do Facebook.

Além dele, também é possível encontrar o Glorify na lista. O app tenta apresentar uma experiência religiosa tecnológica com listas de oração, mensagens e devocionais diários. Entretanto, ele pode usar as informações dos usuários para fins de privacidade. Além de combinar tais dados com fontes externas para entregar propagandas e outros fins, sem especificar exatamente quais.

Dessa forma, o estudo aponta que apenas três apps foram consideradas seguros: Wysa, PTSD Coach e Headspace. Estes seguem as práticas mínimas de proteção e apresentam políticas de privacidade claras, ainda que também coletem informações e realizem o direcionamento de publicidade.

Questões para ficar atento

A coleta de dados ostensiva e sem fins determinados é o problema. Isso porque, na maior parte dos aplicativos analisados pela Mozilla, incluindo soluções sensíveis como o Better Stop Suicide, voltado para prevenção do suicídio.

A ideia de que os dados dos usuários estão sendo coletados neste momento de fragilidade extrema, sem indicação de como serão usados nem por quem, pode ser extremamente nociva.

Também é importante observar atualizações em políticas de privacidade. Isso porque, a falta de indicação de uso de criptografia e medidas básicas de segurança no armazenamento pode colocar os dados em risco, como ataques cibernéticos.


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Sobre o Autor(a)
Jornalista, sonhadora e apaixonada por contar história de pessoas para pessoas. Além de ser extremamente curiosa, meu entretenimento é adquirir conhecimento. Atualmente sou graduada em jornalismo com inglês avançado e muitos sonhos, além de atuar, em tempo integral, em um plano infalível de me aperfeiçoar e crescer cada vez mais :)

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