Mercado de TI

Theia, femtech com foco na mulher gestante, fatura aporte de R$30 milhões

A startup foi fundada em 2019, com foco na saúde da mulher, principalmente, a maternidade e o atendimento humanizado

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A femtech Theia, que oferece atendimento de saúde humanizado às mulheres grávidas, ou que querem engravidar, e também a quem já teve filhos, anunciou recentemente a captação de um aporte de R$ 30 milhões. A rodada de investimento aconteceu na última quarta-feira (13), e foi liderada pela gestora americana 8VC, que possui no portfólio empresas como The Boring Company, de Elon Musk, e o unicórnio da saúde Oscar Health

Além dela, também participaram da rodada a gestora americana especializado em saúde, Canaan (que tem no portfólio outra clínica de saúde da mulher, a Tia), e a gestora latino-americana Kaszek Ventures (que já investiu em Gympass, Loggi e Quinto Andar). No entanto, a Kaszek já havia liderado a rodada pré-semente da Theia, de R$ 7 milhões, com participação da gestora brasileira Maya Capital.

Para esclarecer, a Theia foi fundada em 2019 pelas empreendedoras Paula Crespi e Flavia Deutsch, e tem como foco a saúde da mulher, principalmente, a maternidade e o atendimento humanizado. Segundo os investidores, startups que focam nesse segmento estão na tendência de se tornarem um mercado trilionário nos próximos anos. Por isso, receberam um nome próprio, femtechs.

Flávia Deutsch e Paula Crespi, fundadoras da femtech e, ao centro, Laura Penteado, médica obstetra da Theia. (Imagem: Theia/ Divulgação)

“Esse aporte mostra que estamos atuando em um mercado gigante, com uma oportunidade clara de atacar uma dor real para as mulheres”, contou Flavia Deutsch. “É uma validação de um negócio voltado para mulheres e a maternidade. Mostra que o mercado está olhando para esse segmento”, alegou Paula Crespi. 

Portanto, o investimento acabou chegando em um momento especial na vida das empreendedoras. Além do negócio em pleno crescimento, as duas estão grávidas, e têm inclusive usado os serviços da Theia.

Sobre a Theia

A ideia da criação da Theia veio da experiência pessoal das empreendedoras com a gravidez. Flavia e Paula se conheceram em um MBA na Universidade de Stanford. Depois, foram para o mundo das startups: Flavia trabalhou na Acesso, enquanto Paula foi para o Guiabolso. Flavia tinha dois filhos na época, e Paula estava esperando seu primeiro.

O objetivo da femtech é dar atendimento à mulher desde o momento em que ela pretende engravidar, pré-natal, trabalho de parto e pós-parto. Por isso, as líderes da Theia definiram metas, sendo uma delas popularizar o parto humanizado e ajudar a reduzir a taxa de cesáreas do Brasil, que hoje ocupam cerca de 86% dos casos no setor privado, contrariando a OMS que considera normal uma taxa de até 50%.

Depois do parto, a femtech continua dando atendimento às famílias com acompanhamento pediátrico das crianças, por exemplo. E agora, com o novo aporte milionário, a intenção é ganhar tração após um período de desenvolvimento de metodologia. “Testamos nosso modelo e tivemos resultados incríveis em taxa de cesáreas, internações e NPS. Agora é hora de colocar o pé no acelerador”, explicou Deutsch.

Um dos próximos passos da Theia é intensificar o relacionamento com os planos de saúde para que o serviço seja ampliado para mais pessoas com um atendimento de qualidade. A abordagem humanizada e tecnológica também é um dos diferenciais da femtech, que pretende ampliar o acesso para um tipo de tratamento que atualmente é restrito para quem pode pagar “caro”.

Portanto, além do atendimento com especialistas variados em saúde da mulher, a Theia possui um aplicativo para que a paciente faça agendamento de consultas e possa acompanhar sua gestação desde a primeira semana. A femtech já tem uma clínica em São Paulo que dá atendimento ginecológico, obstétricos, pediatria, fisioterapia pélvica e enfermeira obstétrica.

Outra inovação tecnológica da Theia foi a criação de um prontuário eletrônico focado exclusivamente na maternidade. Assim os especialistas podem ter acesso à todas as informações sobre a gestante e possam consultá-la de maneira integrada.

Além disso, outra ferramenta útil implementada pela femtech é a análise de dados usada para o ganho de escala. O recurso permite que a equipe da Theia interfira de modo antecipado em situações como pré-eclâmpsia ou diabetes gestacional.

Entre 2020 e 2021, a femtech teve um crescimento cinco vezes mais em sua receita, realizando mais de mil atendimentos. Mas, para 2022, a startup planeja dar um salto de 20 vezes na receita. Para as empreendedoras, a conquista do novo investimento e as metas ambiciosas mostram que agora elas terão a oportunidade de atender mais amplamente o mercado de saúde para a mulher.

Investidores daqui e de fora não enxergam mais esse mercado como um nicho. Pelo contrário: é um setor enorme, com dores latentes e nas quais a tecnologia pode fazer a diferença. Nossa rodada valida essa percepção dos investidores sobre o momento do mercado, e estamos apenas no começo”, concluiu Flavia.

*Com informações Forbes


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Sobre o Autor(a)
Jornalista, criadora de conteúdo e redatora desde 2011. Sou a mineira que veio do interior e que virou carioca por amor. Sempre antenada com o mundo ao meu redor e curiosa por natureza, já aterrissei em diversas editorias e segmentos da comunicação. Mas, a minha paixão mesmo é aquela boa mistura da tecnologia com a informação. Atualmente, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Marketing Digital.

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