Ciência

A partir desta sexta, 29, eclipse solar e o planeta Mercúrio estarão com alta visibilidade

Em 2022, haverá somente 2 eclipses do Sol, ambos parciais e não visíveis em todo o Brasil

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Um eclipse solar poderá ser visto no céu neste fim de semana. Além disso, o planeta Mercúrio também poderá ser visto a olho nu. Ambos os fenômenos poderão ser observados entre os dias 29 e 30 de abril.

A partir desta sexta, 29, eclipse solar e o planeta Mercúrio estarão com alta visibilidade. (Imagem: Divulgação/ Claus Bech)

Na sexta-feira (29), a visibilidade de Mercúrio estará em seu pico e poderá ser visto a olho nu, algo considerado raro pelos astrônomos. Para esclarecer, o planeta estará em seu alongamento oriental, ou seja, quando ele fica no momento mais distante do sol em relação à posição de sua órbita. Esse fenômeno celeste ocorre a cada 87 dias. E agora poderá ser contemplado durante o pôr do sol, na linha do horizonte.

No sábado seguinte (30), acontecerá um eclipse solar parcial, que poderá ser melhor observado no Chile, mas também ficará visível na Argentina e em partes do sul do Brasil. Os cientistas divulgaram, portanto, que o fenômeno deve surgir por volta das 17h41 (horário de Brasilia).

Segundo o Observatório Nacional, um eclipse do Sol ocorre quando a Lua fica entre o Sol e a Terra projetando uma sombra sobre a Terra. A sombra mais escura, onde toda a luz solar é bloqueada, é chamada umbra. Em torno da umbra se define a sombra mais clara, a penumbra, onde a luz solar é parcialmente bloqueada. Se o observador está na estreita faixa da Terra atingida pela umbra, ele vai ver o eclipse como total. Se está na área atingida pela penumbra, verá como parcial. E nos casos em que não há definição da umbra, como os eclipses solares de 2022, temos somente eclipse parcial.

Em 2022, haverá somente 2 eclipses do Sol, ambos parciais e não visíveis em todo o Brasil. O primeiro será em 30 de abril. Mas, para compensar, o único eclipse da Lua deste ano, que vai ocorrer de 15 para 16 de maio, será um eclipse total e totalmente visível em todo o Brasil. Além disso, em outubro do ano que vem, haverá eclipse anular do Sol, também visível no Brasil.

“Em média, um eclipse total do Sol acontece a cada 18 meses, mas por serem visíveis somente em uma estreita faixa sobre a Terra, parecem muito raros. Felizmente agora podemos fazer as retransmissões ao vivo dos eclipses, conforme fizemos na ocasião do eclipse anular do Sol de 10 de junho de 2021. No dia 30 não faremos a retransmissão do eclipse parcial porque ainda não conseguimos um canal de transmissão“, disse a Dra. Josina Nascimento, gestora da Divisão de Comunicação e Popularização da Ciência (DICOP) do Observatório Nacional.

Vale lembrar que a observação somente pode ser feita com instrumentos especiais usados por astrônomos ou com técnica de projeção. Nunca se deve olhar diretamente para o sol nem mesmo com o uso de filme de raio-x, óculos escuros ou outro material caseiro. A exposição, mesmo de poucos segundos, danifica o olho de modo irreversível.


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Sobre o Autor(a)
Jornalista, criadora de conteúdo e redatora desde 2011. Sou a mineira que veio do interior e que virou carioca por amor. Sempre antenada com o mundo ao meu redor e curiosa por natureza, já aterrissei em diversas editorias e segmentos da comunicação. Mas, a minha paixão mesmo é aquela boa mistura da tecnologia com a informação. Atualmente, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Marketing Digital.

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