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Você sabia: tecnologia da Nasa é usada na fabricação de troféus do Oscar desde 2016. Entenda

NASA aproveitou divulgação dos nomeados do Oscar para relembrar curiosidade

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Na última terça-feira, 8, saiu a lista dos nomeados ao Oscar 2022. E a Agência Espacial Americana (NASA) aproveitou a deixa para relembrar sua antiga relação com a premiação mais famosa do cinema. Quer entender o que a NASA tem a ver com os troféus do Oscar? Confira!

Desde 2016, uma tecnologia desenvolvida para a NASA aplica-se na fabricação de troféus do Oscar. De acordo com registros no site da agência, o troféu do Oscar é revestido com o mesmo ouro que ajuda os telescópios a vislumbrar galáxias distantes.

Conforme explicou Jim Tuttle, físico do Goddard Space Flight Center, em um post sobre o assunto publicado pela NASA em 2018, o ouro é útil no espaço, porque é bom para refletir os comprimentos de onda da luz infravermelha, que ajudam a detectar objetos celestes de muito longe. “O ouro é realmente inerte. Não oxida de forma alguma”, destacou o cientista.

Além disso, o ouro é uma boa maneira de bloquear a absorção do calor radiante. E foram esses os motivos que levaram a equipe do Telescópio Espacial James Webb escolher o ouro para revestir um tubo de refrigerante de 32 pés que resfria o Mid-Infrared Instrument, ou MIRI.

O método mais comum para revestimento de ouro é por depósito de vapor. Ou seja, o metal é aquecido no vácuo até se tornar um gás, que então condensa em uma camada fina em uma superfície.

Empresa que desenvolveu tecnologia para NASA é a atual responsável pelos troféus do Oscar

Os projetistas do telescópio queriam um método de revestimento de ouro que mantivesse a alta refletividade do ouro maciço e fosse extremamente durável. Assim, a Epner Technology, com sede no Brooklyn, que trabalha com a NASA desde a década de 1970, aperfeiçoou sua técnica de galvanoplastia, fazendo trabalhos aeroespaciais na década de 1990.

Mas, o que isso tem a ver com o Oscar?

A premiação do Oscar existe há quase um século. Desde então, alguns vencedores descobriram que o revestimento de ouro da estatueta se desgastou. Foi então que em 2016, a Epner Technology começou a banhar as estatuetas a ouro, usando uma técnica aprimorada para atender às necessidades da NASA.

Até então, um fabricante de troféus estava moldando os troféus em uma liga de estanho e depois os banhava com ouro. Eles brilharam, mas o revestimento se desgastou.

“Garantimos que nosso revestimento de ouro nunca sairá”, declarou Epner na época. Além disso, a empresa ofereceu uma garantia vitalícia para recolocar, gratuitamente, qualquer Oscar que comece a apresentar sinais de desgate.


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