Coronavírus
Ciência

Grupo da Unifesp desenvolve protocolo para impressão 3D de células cerebrais que auxiliará nas pesquisas relacionadas ao Coronavírus. Veja

Protocolo para a impressão 3D de células neurais permitirá estudos mais profundos sobre astrócitos e neurônios

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Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) pode ajudar nas pesquisas relacionadas ao Coronavírus. O grupo de pesquisadores desenvolveu um protocolo para a impressão 3D de células neurais.

“No organismo, as células são tridimensionais. Mas quando cultivadas em laboratório têm plástico embaixo e meio de cultura em cima [conjunto de substâncias que permitem a sobrevivência e a proliferação celular]. Isso é muito distante da organização natural do tecido ou do órgão, em que elas estão arranjadas de maneira tridimensional”, explicou Marimélia Porcionatto, professora da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) e coordenadora do estudo.

“A biotinta que desenvolvemos tenta reproduzir a relação da célula com o microambiente e com outras células. É um sistema intermediário entre a cultura 2D e experimentos com animais”, complementou.

Com a pesquisa, será possível estudar com mais precisão os astrócitos e neurônios. De acordo com a reportagem da Agência Fapesp, os astrócitos têm papel fundamental em diversos processos do cérebro, inclusive os relacionados ao sistema nervoso central.

Estudo contribuirá para as pesquisas relacionadas ao Coronavírus, entre outras doenças

O estudo apoiado pela Fapesp está sendo aplicado, por exemplo, para analisar astrócitos e neurônios infectados pelo vírus da Covid-19. A análise considera duas vertentes:

  • Desenvolvimento de plataforma para modelar a infecção por SARS-CoV-2 in vitro utilizando bioimpressão 3D;
  • Produção de um modelo in silico para estudos da propagação do contágio por SARS-CoV-2 no Brasil.

“Estamos testando diferentes biomateriais que sejam compatíveis com células do tecido neural, não apenas astrócitos, mas neurônios e células-tronco neurais. A bioimpressão é uma técnica bastante recente na engenharia de tecidos e, ainda mais os neurais, compostos por células mais sensíveis”, disse Bruna Alice Gomes de Melo, primeira autora do trabalho, realizado durante seu pós-doutorado na EPM-Unifesp, em entrevista à Agência Fapesp.

“Por isso, esse protocolo será útil tanto para quem quer trabalhar com astrócitos e outras células do cérebro quanto com outros tipos celulares.”

Futuramente, a tecnologia poderá ser adaptada ao estudo de células humanas. Dessa forma, será possível estudar doenças do sistema nervoso central num formato mais próximo ao do cérebro.

Assim, os pesquisadores buscam materiais que futuramente possam recuperar áreas cerebrais lesionadas por traumatismo cranioencefálico ou acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo.


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Sobre o Autor(a)
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