Política

Presidente da CPI mista das Fake News busca apoio para combater as notícias falsas nas Eleições 2022. Entenda

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CPI buscará apoio da Polícia Federal (PF), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Ministério Público

A CPI mista das Fake News está em recesso por conta dos feriados de fim de ano. No entanto, o presidente da comissão, senador Angelo Coronel, já busca parcerias para o combate às notícias falsas nas Eleições 2022.

Em entrevista à TV Senado, o senador afirmou que buscará parcerias com a Polícia Federal (PF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério Público para combater a circulação de notícias falsas. Além disso, as polícias estaduais devem apoiar a iniciativa.

“Fake news é coisa de marginal. E em ano eleitoral a CPI ganha mais importância ainda. Queremos ser um escoadouro das denúncias e meu objetivo é compartilhar essas denúncias com a Polícia Federal, o TSE, o Ministério Público e as polícias estaduais. Chega de implantar ódio e raiva nas redes sociais, isso virou o mal do século” declarou Angelo Coronel.

Outra ação prevista na retomada das atividades da CPI é a remoção de páginas do Facebook que incitem o ódio e a desinformação. O senador relembrou o cancelamento de 73 páginas supostamente ligadas a representantes do governo e familiares do presidente Jair Bolsonaro em 2020.

O cancelamento das contas — no Facebook e Instagram — ocorreu por conta de práticas proibidas. Entre elas: o uso de contas falsas, envio de mensagens em massa e adoção de ferramentas automatizadas para ampliação da presença online.

Veja também: Eleições 2022: confira novidades já anunciadas pelo TSE para a campanha eleitoral do próximo ano

Senadores divergem sobre remoção de contas do Facebook que supostamente compartilhavam notícias falsas

A ação gera opiniões divergentes entre senadores. Para Angelo Coronel, “muitas dessas páginas eram usadas para pregar o ódio”. Já o senador Flávio Bolsonaro, considera o ato como “censura, uma injustiça”, conforme manifestou através de um post nas redes sociais na época.

“Minha solidariedade às páginas removidas por aparentemente apoiarem o presidente do Brasil. Prometo colaborar na divulgação das novas páginas de apoio a nosso governo”, registrou.  

De acordo com informações da própria Agência Senado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também cobrou mais dados do Facebook. Para ele, os conteúdos removidos “eram sobre política, críticas à oposição, à mídia e a jornalistas, e mais recentemente sobre a pandemia”. 

“Precisamos identificar todas as contas, além da listagem com todos os dados e a preservação de todo o conteúdo. É importante também todo o histórico de login efetuado nas contas, contendo o IP usado, datas e horas”, defendeu. 

E concluiu: “essas informações são essenciais para a investigação. O uso indevido do dinheiro público e os ataques à democracia tem que ser punidos”.

A CPI mista das Fake News foi aberta em agosto de 2019 e teve os trabalhos suspensos a partir de março de 2020, por conta da pandemia. A comissão tem como foco as seguintes investigações:

  • Ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público;
  • Utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições 2018;
  • Prática de cyberbullying sobre os usuários mais vulneráveis da rede de computadores, bem como sobre agentes públicos; e
  • Aliciamento e orientação de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

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Sobre o Autor(a)
Letícia de Jesus, 20 e poucos anos. Jornalista e redatora web. Além da redação de conteúdos, flerto com o universo do Marketing Digital e Social Media.

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