Relatório aponta que 91% dos malwares chegam por meio de conexões criptografadas por HTTPS. Entenda - Programadores Brasil
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Relatório aponta que 91% dos malwares chegam por meio de conexões criptografadas por HTTPS. Entenda

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Um relatório de Internet Security, divulgado pela empresa de segurança cibernética Watchguard, na última semana, revelou que teve uma queda no quantitativo de ataques de malware no segundo trimestre de 2021. Por outro lado, houve uma sofisticação dos agentes de ameaças que, ao focar nos trabalhadores remotos, estão chegando, em sua maioria (91,5%), por meio de conexões criptografadas HTTPS.

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Relatório aponta que 91% dos malwares chegam por meio de conexões criptografadas por HTTPS. (Imagem: Negative Space/Pexels/Reprodução)

Em suma, o relatório compilado com dados anônimos coletados de seus dispositivos de firewall instalados, fez registros alarmantes de ataques a redes por malwares. Isso tudo por meio de ransomwares que sequestram virtualmente os computadores ou fileless, praticamente indetectáveis pelos antivírus. Estes, portanto, escondem um código malicioso em programas autênticos.

Então, o protocolo HTTPS, que é conhecido por colocar um cadeado verde ao lado do nome de sites, tem o intuito de oferecer segurança na troca de dados entre servidor e usuário na web. Mas, mesmo que aparentemente funcione melhor que o HTTP, o padrão não é impedimento para que os sites sejam usados para distribuição de malwares. Além disso, sua presença no domínio pode inclusive servir como uma falsa sensação de estar em uma navegação segura.

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Segundo a empresa de cibersegurança, isso acaba obrigando todas as organizações a examinarem o conteúdo de tráfego HTTPS em seu perímetro. Além disso, é importante ressaltar que, como boa parte do trabalho ainda esteja ocorrendo no mundo de maneira híbrida, o alcance dos malwares ainda estão mais extensos, alertou o diretor de segurança de WatchGuard, Corey Nachreiner.

Malwares mais difíceis de detectar

No segundo trimestre de 2021, a WatchGuard diz ter bloqueado um total de mais de 16,6 milhões de variantes de malwares (438 por dispositivo) e quase 5,2 milhões de ameaças de rede (137 por dispositivo).

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Analisando os dados, os pesquisadores também encontraram um aumento alarmante de malware sem arquivo, bem como um crescimento dramático no ransomware. Outra forma importante de ataque detectada pelo WatchGuard, os chamados ataques de dia zero, representaram dois terços de todos os malwares.

“No primeiro semestre de 2021, nossas detecções de ransomware ficaram um pouco aquém das detecções do ano inteiro de 2020. Se essa tendência continuar sem crescimento adicional, o total de ransomware em 2021 chegará a pelo menos 150% com relação ao ano passado”, alertaram os pesquisadores.


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