Ganhadora do prêmio Nobel da Paz acusa Facebook de falhar no combate à Fake News e agir de maneira tendenciosa - Programadores Brasil
FacebookRedes SociaisSegurança Digital

Ganhadora do prêmio Nobel da Paz acusa Facebook de falhar no combate à Fake News e agir de maneira tendenciosa

3 Mins read

A ganhadora do prêmio Nobel da Paz, a jornalista filipina Maria Ressa, segue em sua campanha contra o Facebook. Maria acusa a empresa de ser tendenciosa e falhar no combate às Fake News.

De acordo com a jornalista, o algoritimo do Facebook “prioriza a disseminação de mentiras entrelaçadas com raiva e ódio sobre os fatos”.

Maria Ressa é co-fundadora do site de notícias, Rappler. A jornalista ganhou o prêmio Nobel da Paz na última sexta-feira, 8, por seu trabalho em resguardar a liberdade de expressão, junto com o jornalista russo Dmitry Muratov.

De acordo com a ganhadora do prêmio Nobel da Paz, o Facebook se tornou um grande distribuidor de notícias, mas “ainda tendencioso contra os fatos e contra o jornalismo”. Maria Ressa ainda alertou que “se você não tem fatos, você não pode ter a verdade. E se você não tem nenhum desses dois, você não tem uma democracia.”

Maria falou sobre o assunto dias após a ex colaboradora do Facebook, Frances Haugen, denunciar a empresa, dizendo que eles priorizam o lucro, em vez das pessoas. Em seu depoimento, Frances mencionou que sua sugestão é de que o limite mínimo de idade para uso da plataforma seja entre 13 e 17 anos.

Maria Ressa é reconhecida por seu trabalho em prol da liberdade de expressão (Foto: Flickr)

Políticos do Reino Unido cobram Facebook por políticas mais eficazes de proteção a crianças e adolescentes

Agora, políticos do Reino Unido também já demonstram suas preocupações em proteger as crianças do acesso a conteúdos prejudiciais na mídia social. Julian Knight, membro do parlamento do Reino unido, pediu ao Facebook que demonstrasse sua capacidade de cumprir as regras existentes em relação ao assunto.

“É menos sobre a idade mínima, mas sobre a forma como as empresas de mídia social policiam isso no momento”, disse o parlamentar.

E complementou: “precisamos que eles busquem ativamente uma garantia de idade adequada, regulada e robusta. Já passou o tempo deles assumirem a responsabilidade”.

Outros partidos também solicitaram ao governo que intervenha e fortaleça as medidas em seu projeto de lei sobre danos on-line. O objetivo é proteger as crianças de conteúdos perigosos.

Entre os partidos está o NSPCC. Os ministros defendem que políticas mais rígidas forçarão as empresas de mídia social a remover e limitar a disseminação de conteúdo prejudicial ou terão de enfrentar multas de bilhões de libras.

Jo stevens, secretaria de cultura, disse que o Facebook já provou diversas vezes que não era confiável e que o governo agora precisa intervir.

“Quatro anos depois da promessa do governo conservador de uma legislação dura contra os danos on-line, tudo o que temos é um projeto de lei fraco e diluído que ainda permitirá que o Facebook se autorregule. Não importa quais limites de idade sejam adotados, não se pode confiar no Facebook para colocar a segurança pública antes de seus lucros”, enfatizou.

Veja também:

Facebook
Empresa diz que já investe em recursos para proteção de crianças e adolescentes (Foto: Divulgação)

Facebook se defende das acusações e diz que seguirá investindo no aprimoramento de suas ferramentas

Ed Davey, o líder Lib Dem, pediu que as escolas ensinem as crianças o modo correto de usar a mídia social, com segurança e responsabilidade.

Já o Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esporte disse:

“Nosso projeto de lei de segurança online pioneiro tornará a Internet um lugar mais seguro e é o mais abrangente do mundo na proteção de crianças. Isso exigirá que as empresas de internet apliquem limites de idade para que os menores de idade não possam acessar pornografia ou conteúdo que seja prejudicial a eles, como promoção de autoagressão e distúrbios alimentares”.

O Facebook, por sua vez, nega que a empresa coloque os lucros acima das pessoas. Segundo a empresa, estão sendo usados métodos sofisticados para banir da plataforma crianças que não têm idade suficiente para ter uma conta.

“Proteger nossa comunidade é mais importante do que maximizar nossos lucros. Dizer que fechamos os olhos ao feedback ignora esses investimentos, incluindo as 40.000 pessoas que trabalham com segurança e proteção no Facebook e nosso investimento de US$ 13 bilhões desde 2016″, detalhou a empresa.

E concluiu: “usamos Inteligência Artificial e a idade que as pessoas fornecem no momento da inscrição para entender se as pessoas estão dizendo a verdade sobre sua idade ao usar nossas plataformas. Somente no Instagram, esses processos nos ajudaram a remover mais de 600.000 usuários menores de idade entre junho e agosto deste ano. Continuaremos a investir em novas ferramentas, bem como a trabalhar em estreita colaboração com os nossos parceiros da indústria para tornar os nossos sistemas o mais eficazes possível”.

*Com informações do The Guardian*


Deixe o seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *