Documentos vazados denunciam Facebook por comércio ilegal de tráfico humano, censura de postagens anticomunistas, entre outras práticas. Saiba mais - Programadores Brasil
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Documentos vazados denunciam Facebook por comércio ilegal de tráfico humano, censura de postagens anticomunistas, entre outras práticas. Saiba mais

4 Minutos de Leitura

O assunto do momento agora é “The Facebook Papers”, que nada mais é do que o conjunto de reportagens que foram baseadas em documentos com informações bombásticas sobre o Facebook, vazadas pela ex-funcionária da rede social, Frances Haugen. 

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Documentos vazados denunciam Facebook por comércio ilegal de tráfico humano, censura de postagens anticomunistas, entre outras práticas. (Imagem: Rawpixel/ Shutterstock)

Portanto, todas as denúncias acabaram resultando numa das maiores crises enfrentadas até hoje por Mark Zuckerberg. Os documentos comprometedores, por sua vez, chegaram até o Senado dos Estados Unidos, que disse estar investigando mais a fundo todas as denúncias. Além do governo, mais 17 veículos da imprensa americana também estão ajudando a entender melhor caso a caso de acordo com os papéis vazados.

Para esclarecer, todos os sites que tiveram acesso ao conteúdo na íntegra, já relataram que ainda existem histórias inéditas que serão publicadas em breve. Mas, para ajudar os leitores a entenderem melhor tudo o que já foi divulgado até agora, confira a seguir quatro importantes denúncias reveladas no Facebook Papers:

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1. Pesquisadores do próprio Facebook ficam chocados com as recomendações do algoritmo da rede social

Isso porque, em 2019, um dos pesquisadores do Facebook criou uma conta como se fosse um usuário da Índia. O objetivo era entender como o algoritmo lidava com regionalismos. Então, o pesquisador pediu para que a conta seguisse todas as recomendações que o algoritmo fazia, tanto com relação a grupos, como assistir vídeos e explorar novas páginas.

Com duração de cerca de 3 semanas, a experiência apresentou um problema grave de distorção das recomendações da plataforma. “Seguindo o Feed de notícias desse usuário de teste, vi mais imagens de pessoas mortas nas últimas três semanas do que em toda a minha vida“, relatou o pesquisador do Facebook em um dos documentos vazados e denunciados pelo The New York Times.

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2. Em nome do Partido Comunista, Mark Zuckerberg decide censurar postagens antigovernamentais

Em 2020, outra bomba do Facebook! Segundo o The Washington Post, Zuckerberg tomou a decisão de atender às exigências do governo do Vietnã a fim de censurar qualquer postagem que fosse contra o Partido Comunista. Com isso, o Facebook teria faturado aproximadamente US$ 1 bilhão em receita anual, de acordo com dados da Anistia Internacional.

Mas, ainda não está certo de que a SEC (Agência federal independente de regulamentação e controle dos mercados financeiros dos EUA) vai mover alguma ação pessoal contra o dono do Facebook. Seja como for, essa denúncia acabou abalando a confiança no líder da rede social.

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Facebook Papers
(Imagem: Neirfy/Shutterstock.com)

3.  Após denúncias de tráfico humano, Apple ameaça banir Facebook e Instagram da App Store

Este caso ocorreu em 2019, quando a Apple ameaçou retirar ambas redes sociais de sua loja de apps. Segundo relatório, a plataforma teria sido usada como ferramenta para negociação e venda de empregadas domésticas no Oriente Médio. Neste período, uma reportagem denunciou ter achado esse tipo de comércio ilegal dentro do Facebook. Mas, mesmo ciente do que estava acontecendo, a rede social só tomou providências depois que a Apple fez a ameaça de exclusão.

Portanto, a CNN chegou a divulgar um documento que dava mais detalhes sobre as medidas tomadas pelo Facebook a respeito do caso. “Remover nossos aplicativos das plataformas Apple teria consequências potencialmente graves para os negócios, incluindo privar milhões de usuários de acesso ao IG & FB“, afirmava o documento. “Para mitigar esse risco, formamos parte de um grande grupo de trabalho que opera 24 horas por dia para desenvolver e implementar nossa estratégia de resposta“.

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4. Brasil entra como prioridade total na proteção contra ameaça à democracia, mas muitos países em risco deixam de ter o mesmo monitoramento profundo

A fim de tentar proteger ao máximo a democracia das fake news e desinformação no período das Eleições em todo o mundo, o Facebook criou a “Cúpula Cívica”. Esta lista colocou os países que receberam investimento e supervisão de acordo com o tamanho da ameaça que apresentavam. Então, Brasil, Índia e Estados Unidos ficaram na lista “camada zero”, ou seja, considerada as maiores prioridades do Facebook.

Para esclarecer, o site The Verge explicou que esses países foram os que receberam mais recursos da rede social, o que incluía também as chamadas “salas de guerra”. Ali ficava uma equipe reunida para acompanhar e analisar todas as atividades eleitorais através de painéis personalizados.

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Então, qualquer movimentação diferente do comum ou problemas avistados eram informados ao time local para que fossem tomadas as medidas a respeito. No entanto, outros 10 países, entre eles Alemanha, Irã e Israel, ficaram alocados na primeira camada. Estes receberam parte dos recursos e um acompanhamento menos profundo do que os de nível zero

Mas, os demais países do mundo que ficaram na terceira camada não receberam monitoramento ativo de seus conteúdos. Para isso, estes dependiam de que moderadores enviassem os conteúdos suspeitos para que a plataforma fizesse alguma intervenção. “Devemos priorizar a construção de classificadores para países com violência contínua em vez de violência temporária. Para o último caso, devemos confiar em ferramentas de resposta rápida“, dizia parte dos documentos vazados.

Por outro lado, mesmo que o Facebook alegue que sua alocação de recursos reflete nas melhores práticas sugeridas com base nos Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, há algumas divergências apresentadas nos documentos, como por exemplo:

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  • Países alocados na camada 2 sequer receberam moderadores especializados no seu idioma para tentar conter desinformação;
  • Mianmar, Paquistão e Etiópia, que foram os países designados como de maior risco durante as eleições, não receberam a atenção da Cúpula;
  • A Etiópia, que está no meio de um conflito civil, não recebeu classificadores de discurso de ódio.

*Com informações Tecmundo*


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Sobre o Autor(a)
Jornalista, criadora de conteúdo e redatora desde 2011. Sou a mineira que veio do interior e que virou carioca por amor. Sempre antenada com o mundo ao meu redor e curiosa por natureza, já aterrissei em diversas editorias e segmentos da comunicação. Mas, a minha paixão mesmo é aquela boa mistura da tecnologia com a informação. Atualmente, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Marketing Digital, hoje me divido entre trabalho, diversão, família e agora mãe!

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