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Documentos internos revelam velha estratégia do Facebook para priorizar post com reações de ‘raiva’ no feed

Rede social considerava as reações dos emojis cinco vezes mais valiosas que as curtidas

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Uma reportagem do The Washington Post revela a fórmula que era usada pelo Facebook para priorizar posts com reações de ‘raiva’ no feed. De acordo com o jornal americano, a rede social considerava as reações dos emojis cinco vezes mais valiosas que as curtidas.

E era com base nessas reações que o algoritmo determinava o que as pessoas viam no feed entre 2017 e 2020, priorizando conteúdos mais emocionais e provocativos. Ou seja, postagens que geravam muitos emojis de reação tendiam a manter os usuários mais engajados, e manter os usuários engajados era a chave para os negócios do Facebook.

As informações foram obtidas por meio de documentos internos vazados. Nos relatórios, os próprios pesquisadores apontaram a existência de uma falha crítica.

Favorecer postagens “polêmicas” — incluindo aquelas que irritam os usuários — pode abrir a porta para mais spam/abuso/clickbait inadvertidamente”, escreveu um funcionário.

Em 2019, cientistas de dados da empresa confirmaram que as postagens que desencadearam emoji de reação de raiva tinham uma probabilidade desproporcional de incluir desinformação, toxicidade e notícias de baixa qualidade. Além das reações de “raiva”, as reações “uau” e “haha” também eram frequentes em conteúdos tóxicos.

Reações com emojis valiam cinco vezes mais que as curtidas (Foto: Freepik)

Funcionários alertaram Facebook de que posts sobre reações de raiva entre outras questões

Basicamente, o que se pode dizer é que durante cerca de três anos o Facebook deu destaque para posts com reações de raiva em sua plataforma. Além disso, os esforços dos moderadores de conteúdo e equipes de integridade do Facebook foram minimizados, considerando o poder de disseminação de conteúdos do algoritmo.

Os documentos ainda mostram casos em que funcionários do grupo avaliaram e debateram a importância da raiva na sociedade: “a raiva é uma emoção humana central”, escreveu um funcionário.

Outro ainda apontou que geradores de raiva podem ser essenciais para protestar contra os regimes corruptos.

Os documentos ainda mostram que funcionários do Facebook lutam contra outras questões difíceis sobre os valores da empresa. De acordo com a reportagem do The Whashington Post, quando descobriram que o algoritmo estava exacerbando os danos, os colaboradores defenderam ajustes que achavam que poderiam ajudar.

No entanto, muitas vezes essas propostas não foram aceitas.

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Segundo porta-voz, Facebook tenta reduzir distribuição de conteúdos negativos

O porta-voz do Facebook, Dani Lever, se manifestou sobre o assunto: “continuamos trabalhando para entender qual conteúdo cria experiências negativas, para que possamos reduzir sua distribuição. Isso inclui conteúdo com uma quantidade desproporcional de reações de raiva, por exemplo.”

Inclusive, em abril de 2019, a empresa introduziu um mecanismo para “prejudicar” posts com um alto número de reações raivosas. Mas, os relatórios não apresentam detalhes sobre seu funcionamento.

Em 2020, uma pesquisa revelou que os usuários do Facebook não gostam de receber carinha de raiva dos amigos ou pessoas aleatórias. Por isso, a pontuação passou para 1,5 vez o valor de uma curtida. Em setembro do mesmo ano, a reação passou a ser desconsiderada, enquanto o “Amei” e “Triste” agora representam dois likes.

*Com informações do The Whashington Post*


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