Acessibilidade no mundo dos games: uma pauta que ainda precisa ser amplamente discutida no mercado - Programadores Brasil
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Acessibilidade no mundo dos games: uma pauta que ainda precisa ser amplamente discutida no mercado

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Você já parou para pensar como funciona a acessibilidade no mundo dos games? A reflexão foi levantada pelo novo colunista do Voxel — website especializado em jogos eletrônicos e consoles —, Yago Gonçalves.

Gonçalves, que também é apresentador do Cultlab podcast, é deficiente visual (baixa visão) e conhece bem as dificuldades dos consumidores de videogame. Segundo ele, ao comprar um game nunca sabe se esse é acessível ou não.

Quando se fala em acessibilidade, o objetivo é orientar para a criação de circunstâncias que possibilitem pessoas com algum tipo de deficiência ter segurança e autonomia para exercer suas tarefas do dia a dia. O conceito também é aplicado no âmbito cultural.

As indústrias do cinema e da literatura, por exemplo, já apresentam avanços em relação a essa pauta. Com os jogos, não poderia ser diferente.

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Pandemia ajudou a diversificar, ainda mais, os perfis dos jogadores

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), referentes ao ano de 2018, cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum caso de deficiência. Seja ela física, cognitiva, visual ou aditiva.

Já no Brasil, segundo dados do IBGE (também de 2018), o número de pessoas com algum tipo de deficiência é de, aproximadamente, 13 milhões.

Com a pandemia, o mercado de games sofreu um grande processo de expansão, e de maneira rápida. Consequentemente, pode-se observar uma maior diversidade no perfil dos jogadores. Assim, uma discussão que já era necessária, ganhou ainda mais força.

Inclusive, o tema “Acessibilidade no mundo dos games” ganhou destaque e se tornou uma das categorias da premiação “The Game Awards”.

Colunista alerta para a necessidade de discutir a acessibilidade nos jogos (Foto: Pixabay)

Reviews devem abordar temas relacionados à acessibilidade dos games

Em seu artigo para o TecMundo, Yago Gonçalves explicou que a acessibilidade em games não tem a ver com a dificuldade do jogo, mas com os recursos que o jogador pode utilizar para auxiliá-lo na jornada.

Assim, aspectos como: opções de legenda, possibilidade de ampliar o tamanho da fonte das letras, opção de alterar cores, mostrar o nome de quem está falando, remapeamento de botões, entre outras, são importantes.

O colunista ainda alertou para o fato de que as análises de jogos costumam detalhar aspectos técnicos e visuais dos jogos. No entanto, a acessibilidade do game não costuma ser um aspecto muito abordado.

“Pessoas com deficiência também são consumidores, então ter essa informação sobre quais são as opções dentro do jogo que vão adquirir é um trabalho muito importante que o jornalismo de games em geral tem que prestar mais atenção”, declarou.

O site especializado Game Accessibility Guidelines atua desde 2012 orientações para que as empresas possam atender às necessidades do público gamer que vive com algum tipo de deficiência. A página aponta uma lista de ações em três níveis: básico, intermediário e avançado.

Está a disposição diversos artigos, para problemas relacionados à mobilidade, cognição, visão, audição, fala, entre outros.

*Com informações do TecMundo, Game Accessibility Guidelines, ONU e IBGE*


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Sobre o Autor(a)
Letícia de Jesus, 20 e poucos anos. Jornalista e redatora web. Além da redação de conteúdos, flerto com o universo do Marketing Digital e Social Media.

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