Homem é condenado a 12 anos de prisão por desbloquear celulares ilegalmente. Entenda o caso - Programadores Brasil
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Homem é condenado a 12 anos de prisão por desbloquear celulares ilegalmente. Entenda o caso

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Muhammad Fahd, do Paquistão, foi condenado pela justiça dos Estados Unidos a 12 anos de prisão por desbloquear celulares através de uma organização criminosa que desbloqueava aparelhos vinculados à operadora telefônica AT&T. O cibercriminoso causou um prejuízo de mais de US$ 200 milhões à empresa. 

Homem é condenado a 12 anos de prisão por desbloquear celulares ilegalmente. (Imagem: Pixabay)

Portanto, para realizar o esquema criminoso, o homem de 35 anos elaborou um jeito de desbloquear os celulares da operadora, que custam menos do que os modelos sem contratos. Então, depois disso, ele podia revender os dispositivos por um valor mais alto. Então, para realizar o procedimento, o paquistanês subornou funcionários da própria AT&T e chegou a instalar malware nos sistemas da companhia.

O juiz responsável pelo caso, então concluiu que Muhammad cometeu um “cibercrime terrível por um longo período”.

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Como funcionou o esquema de fraude?

Segundo os autos arquivados no caso, aproximadamente em julho de 2012, usando o pseudônimo “Frank Zhang”, Fahd contatou um funcionário da AT&T pelo Facebook. O criminoso então ofereceu quantias significativas de dinheiro se ele o ajudasse a desbloquear secretamente os celulares na AT&T. Além disso, ele também pediu ao funcionário para recrutar outros empregados da companhia para ajudar com os desbloqueios não autorizados.

Depois disso, Fahd instruiu os recrutados a abrir empresas e contas bancárias falsas para receber pagamentos e criar faturas fictícias para cada depósito feito. O intuito era criar a aparência de que o dinheiro era pago por serviços genuínos.

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Mas, como um ano depois, a AT&T fez melhorias em seu sistema de segurança contra essas práticas, o crime foi atualizado. O homem contratou um desenvolvedor para criar malware exatamente para instalar nos sistemas da operadora e, assim, facilitar o acesso ao desbloqueio, e espionar as máquinas a fim de obter informações confidenciais.

Em suma, o grupo criminoso desbloqueou mais de 1,9 milhão de telefones, gerando um grande prejuízo à AT&T. No entanto, o crime acabou sendo descoberto em 2015 após uma investigação realizada internamente. Depois disso, os funcionários envolvidos foram demitidos, mas o esquema só foi desmantelado mesmo em 2017, quando o responsável, Mohammad, foi capturado. Ele foi preso em Hong Kong no ano seguinte, e acabou se declarando culpado em julgamento.


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