"Guerra" entre grupo Anonymous e Jair Bolsonaro é antiga. Relembre outros ataques - Programadores Brasil
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“Guerra” entre grupo Anonymous e Jair Bolsonaro é antiga. Relembre outros ataques

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Foto: Reprodução/Flickr

Nesta semana, o grupo Anonymous declarou guerra a Jair Bolsonaro. Mas, não é de hoje que o coletivo hacker pratica ataques contra o presidente da República.

Em junho do ano passado, o grupo foi o responsável pelo vazamento de dados de familiares e ministros do governo Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), Abraham Weintraub (ex-ministro da Educação), Damares Alves (ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), Paulo Guedes (ministro da Economia), Wilson Witzel (ex-governador do Rio de Janeiro), Michele Bolsonaro e Olavo de Carvalho tiveram dados pessoais expostos.

Dentre as informações vazadas, constavam CPFs, números de telefone, endereços físicos e bens declarados. Dessa forma, os dados ficaram disponíveis para acesso por meio de buscas no Google.

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Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro e seus aliados já sofreram outros ataques do grupo Anonymous (Foto: Reprodução/O Globo)

Ataque do grupo Anonymous a Jair Bolsonaro no último ano virou alvo de investigação na PF

Na época, junho de 2020, o então ministro da Justiça Anderson Torres disse que a Polícia Federal investigaria o caso. Em seu Twitter, Torres fez a seguinte publicação:

“Determinei à Polícia Federal abertura de inquérito para investigar vazamento de informações pessoais do presidente Jair Bolsonaro, seus familiares e demais autoridades. As investigações devem apurar crimes previstos no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na Lei das Organizações Criminosas.”

No entanto, o diretor do Departamento de Segurança da Informação (DSI), Brigada Antônio Carlos de Oliveira, alertou na ocasião que muitos desses dados já poderiam “ser obtidos por pesquisa mais atenta na mídia aberta”.

E, de fato, é possível obter informações, como CPF, RG, endereço físico e declaração de bens de integrantes do Governo na internet. Os dados podem ser consultados, por exemplo, em processos judiciais e administrativos; e em sistemas públicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), entre outros.

O ocorrido não passou despercebido pela família Bolsonaro, que se manifestou por meio das redes sociais. As contas oficiais do vereador Carlos Bolsonaro e do presidente, por exemplo, postaram no Twitter a mesma frase sobre o ocorrido: “medidas legais estão em andamento, para que tais crimes não passem impunes”.

Já o senador Flavio Bolsonaro disse que os dados expostos são culpa dos “marginais do ‘pró-democracia’… expuseram meus dados pessoais e de minha família”.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro prometeu, inclusive, ir à PF “para colaborar contra mais este ato criminoso contra nossa privacidade a fim de nos intimidar”.

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Bolsonaro já era alvo do coletivo hacker durante campanha eleitoral

Vale lembrar ainda que antes mesmo de ser eleito, Jair Bolsonaro já era alvo de ataques de células ligadas ao grupo Anonymous. Em 2018, quando Bolsonaro ainda era candidato à Presidência da República, o AnonOpsBR rakeou o site do Ministério da Defesa.

No entanto, a ação tinha como objetivo expor Hamilton Mourão, vice-presidente, e o general Villas Bôas, ex-comandante do Exército.

“Essa é uma mensagem direta ao fascismo e autoritarismo que ameaça à democracia brasileira através de seus generais Eduardo Villas Bôas e Mourão, vulgo vice do Bolsonaro, que sempre mandam recado com viés autoritário por meio de entrevistas, querendo tutelar a democracia por meio da força e do medo”, dizia o texto divulgado pelo Anonymous.

*Com informações do Tecnoblog*


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