Desvalorização do Bitcoin: entenda os fatores que podem estar influenciando a queda no valor da criptomoeda - Programadores Brasil
Criptomoedas

Desvalorização do Bitcoin: entenda os fatores que podem estar influenciando a queda no valor da criptomoeda

4 Mins read

Desde o início deste mês, o mercado olha com atenção a desvalorização do Bitcoin e, consequentemente, a ameaça da criptomoeda não atingir sua alta mensal. Para se ter uma ideia, no dia 7 de setembro, a moeda digital era negociada acima dos US$52 mil, mas encarou uma queda de quase 19%.

Assim, o Bitcoin passou a ter um preço de mercado de US$42,8 mil. Nos dias seguintes a moeda recuperou 14% do seu valor inicial, mas logo despencou novamente, ficando a um preço de US$40 mil.

O primeiro ponto para entender o motivo dessa desvalorização é atentar para o fato de que o Bitcoin acompanha o mercado tradicional de ações. Diante disso, cabe destacar que, com base nos históricos, os meses de março e setembro são os menos favoráveis em uma tendência de alta.

Mas, nesse caso específico, outros fatores podem estar contribuindo para a desvalorização do Bitcoin. Um dos fatores pode ter sido a estreia da moeda como curso legal em El Salvador.

Além disso, segundo os sites CNBC e Money Times, os mercados voláteis estão receosos há algum tempo quanto ao posicionamento do Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos. O motivo da cautela é o reajuste nas taxas de juros e o relatório de inflação do país, que pode ter refletido na queda do Bitcoin.

O gráfico abaixo aponta como o Bitcoin e o índice S&P 500 (representante das maiores empresas norte-americanas) podem estar mais correlacionados que o esperado:

Possível correlação entre o bitcoin e o S&P 500 — em laranja e cinza, respectivamente (Foto: Reprodução/Tecmundo)

EUA discutirá reajuste nas taxas de juros nacionais esta semana

Se antecipando a uma taxa de inflação menor que a esperada, o mercado norte-americano se antecipou e iniciou uma “correção” já no dia 3 de setembro. No dia 12 do mesmo mês a taxa foi anunciada, registrando 0,1% abaixo dos esperados 5,4%.

O movimento perdurou por pelo menos mais 10 dias e levou a uma queda efetiva de 2,2% no índice S&P 500. O que ocorre agora parece ser o mesmo movimento de antecipação.

Nesta semana, por exemplo, o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos se reunirá para discutir possíveis reajustes nas taxas de juros nacionais e a suspensão dos programas de auxílio emergencial em razão da covid-19.

Além disso, na última segunda-feira, 20, houve uma retração de 5% do topo histórico do S&P 500. Vale destacar que isso não ocorre desde outubro do ano passado.

Caso Evergrande pode influenciar desvalorização do Bitcoin

Um novo fator que pode estar influenciando a desvalorização do Bitcoin é o caso da gigante chinesa Evergrande, que vem se destacando no ramo de incorporação imobiliária. Ao longo dos últimos anos, a empresa acumulou dívidas ao efetuar empréstimos para expandir sua capacidade de produção e, consequentemente, seu crescimento e lucro.

A estratégia funcionou. Mas, a empresa acumula agora um débito estimado em US$ 300 bilhões. Além disso, uma série de novas regulamentações impostas pelo governo chinês no final de 2020 delimitou um teto máximo para o endividamento de empresas no país, o que quebrou os planos da empresa.

Dessa forma, caso a Evergrande falhe em quitar suas dívidas, com ou sem o auxílio do governo, uma reação em cadeia pode ocorrer na China. A maior parte dos ativos da empresa são imóveis, que poderão ser vendidos a um preço menor do que o exigido em suas construções.

Assim, o resultado será uma desvalorização geral do mercado imobiliário, como ocorreu em 2008 nos EUA. Certamente, a busca é pela liquidez nos ativos, incluindo o Bitcoin. Mas, parte dos especialistas entendem que a criptomoeda ainda deve chegar aos US$ 100 mil neste ano, caso o mercado siga otimista.

El Salvador aproveita momento de desvalorização para investir na compra de Bitcoins

Em El Salvador, o governo aproveita o momento de desvalorização do Bitcoin, para adquirir mais moedas. Na última segunda, 20, Nayib Bukele, presidente do país, anunciou a compra de 150 Bitcoins, o que equivale a cerca de US$ 6,5 milhões (R$ 34,62 milhões).

De acordo com Bukele, a queda de valor da criptomoeda no começo desta semana foi o que motivou a compra. O presidente já havia assumido uma postura semelhante no início deste mês.

Na ocasião, ele também adquiriu 150 Bitcoins, quando o valor da criptomoeda estava abaixo de US$43 mil (R$ 228,9 mil). Com as recentes aquisições, o país agora possui 700 tokens da moeda digital, um pouco mais de US$ 30,6 milhões (R$ 162,9 milhões).

Lembrando que El Salvador começou a reconhecer o bitcoin como uma moeda de circulação oficial no dia 7 de setembro. A moeda pode ser utilizada em pagamento de impostos, bens e serviços. Além disso, ela não sofre com impostos sobre ganhos de capital no território.

O país também implementou a carteira Chivo, com o intuito de facilitar as transações. Assim, cidadãos que se cadastram na iniciativa ganham US$30 em Bitcoin.

No entanto, o assunto ainda gera diversas polêmicas. De acordo com o portal de notícias local, Teleprensa, na última quarta, 15, ocorreu uma série de protestos antibitcoin envolvendo até a queima de caixas eletrônicos.

A aprovação do uso do Bitcoin também foi criticada pelo Banco Mundial e pelo economista Steve Hanke, da Universidade Johns Hopkins. A adoção da criptomoeda como moeda oficial pode prejudicar negociações com o Fundo Monetário Internacional.

Veja também: [+] Cupom de U$100 para criar seu Servidor na Digital Ocean

*Com informações do Tecmundo*


Deixe o seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *