Mesmo com criptografia ponta a ponta, mensagens denunciadas no WhatsApp podem ser lidas por moderadores. Entenda - Programadores Brasil
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Mesmo com criptografia ponta a ponta, mensagens denunciadas no WhatsApp podem ser lidas por moderadores. Entenda

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Você já deve ter ouvido falar da criptografia ponta a ponta do WhatsApp. De acordo com o mensageiro, essa tecnologia permite que apenas quem envia e recebe as mensagens pelo aplicativo tenha acesso ao conteúdo.

Dessa forma, nenhuma outra pessoa, nem mesmo a empresa, pode visualizar as mensagens, conforme consta na Política de Segurança e Privacidade da companhia. Mas, uma reportagem da ProPublica, organização de jornalismo independente, revela que Inteligência Artificial (IA) e moderadores humanos podem ler algumas mensagens.

Tratam-se das mensagens denunciadas no aplicativo, que passam por avaliação interna da companhia. Ou seja, moderadores do WhatsApp acessam mensagens classificadas como inadequadas pelos usuários, apesar da criptografia ponta a ponta.

Na prática, quando há a denúncia de um conteúdo, as últimas quatro mensagens daquela determinada conversa passam por revisão do Facebook. Essas são agrupadas automaticamente por um algoritmo e, posteriormente, seguem para análise de um dos 1.100 moderadores da empresa.

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Segundo Facebook, revisão de mensagens não viola diretrizes de segurança do WhatsApp

A reportagem aponta que, além das mensagens, outros dados também passam por avaliação da empresa. Entre eles: nomes e imagens de perfil dos grupos do usuário, número de telefone, impressão digital do dispositivo, contas relacionadas do Facebook e Instagram, e outras informações.

De acordo com o Facebook, a revisão das mensagens marcadas como inadequadas não viola as diretrizes de segurança do WhatsApp. Segundo a empresa, quando um usuário aciona o botão “reportar”, a informação é encaminhada para revisão com um novo protocolo criptografado.

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Facebook pode acessar diversas informações sobre mensagens denunciadas, apesar da criptografia ponta a ponta do WhatsApp

Além disso, a companhia esclareceu, por meio de um comunicado oficial, que desenvolveu o aplicativo “de uma maneira que limita os dados que coletamos, ao mesmo tempo que nos fornece ferramentas para prevenir spam, investigar ameaças e banir aqueles que praticam abusos”.

O WhatsApp também reforçou que as mensagens dos usuários não sofrem violação. Inclusive, o app exibe um aviso sobre o conteúdo compartilhado no menu de denúncias, conforme disse a empresa em um comunicado enviado ao Tecmundo:

“Os trabalhadores têm acesso apenas a um subconjunto de mensagens de WhatsApp — aquelas sinalizadas pelos usuários e automaticamente encaminhadas à empresa como possivelmente abusivas. A revisão é um elemento de uma operação de monitoramento mais ampla na qual a empresa também revisa material que não é criptografado, incluindo dados sobre o remetente e sua conta.”

ProPublica reiterou que caso não quebra criptografia ponta a ponta do WhatsApp

Após algumas polêmicas com a repercussão da reportagem, a ProPublica ressaltou que o caso não se trata de uma quebra da criptografia ponta a ponta do WhatsApp. Isso porque a empresa não acessa todas as mensagens das conversas dos usuários, apenas aquelas denunciadas.

“Alteramos a linguagem da matéria para deixar claro que a empresa examina apenas mensagens de conversas que foram denunciadas pelos usuários como possivelmente abusivas. Isso não quebra a criptografia de ponta a ponta“, destacou o veículo.

Por fim, a reportagem ainda revelou que o WhatsApp costuma compartilhar com autoridades judiciárias dados dos usuários que não estão protegidos pela criptografia. Essas informações já ajudaram, por exemplo, a condenar uma agente especial do FBI em 2018, ao provar que houve troca de mensagens com um repórter.

Além disso, desde 2017, o aplicativo colaborou com mais de uma dúzia de instâncias do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e com o Ministério da Justiça brasileiro.

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*Com informações do Tecmundo*


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