Anonymous declara guerra ao presidente Jair Bolsonaro: "faremos você pagar por seus crimes". Entenda o caso - Programadores Brasil
Política

Anonymous declara guerra ao presidente Jair Bolsonaro: “faremos você pagar por seus crimes”. Entenda o caso

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O EterSec, célula do grupo Anonymous no Brasil, declarou guerra ao presidente Jair Bolsonaro. O motivo seriam os descasos no gerenciamento da pandemia do novo Coronavírus e os comentários considerados antidemocráticos do presidente.

“A guerra está declarada, e faremos você pagar por seus crimes”, disse a divisão do Anonymous em um vídeo endereçado a Bolsonaro. Em outro momento o grupo ainda cita no vídeo: “as pessoas que você está matando são as pessoas das quais você depende”.

O conteúdo levou o grupo Anonymous a um dos assuntos mais comentados do Twitter, onde o vídeo pode ser consultado. Inicialmente, a publicação foi feita no site Fib Bank. Para isso, o grupo alterou a página com um deface, ou seja, uma pichação, durante o fim de semana.

No deface a aparência do site atacado é desfigurada com imagens, vídeos e textos, em forma de hacktivismo.

Site da Fib Bank segue em manutenção após ataque

A Fib Bank é uma das instituições investigadas na CPI da Covid, por causa de um contrato de R$80,7 milhões envolvendo o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos, na compra da vacina Covaxin. O contrato com a empresa foi suspenso, devido às suspeitas de irregularidades.

O site da Fib Bank foi atacado na noite da última sexta-feira, 3. A página foi substituída pelo vídeo do EterSec, além do discurso em texto e imagens de protestos com pessoas usando a máscara de Guy Fawkes. No momento da publicação desta matéria, o site segue em manutenção.

Durante o vídeo publicado, a célula do grupo Anonymous, que declarou guerra a Jair Bolsonaro, convidou a população para manifestações contra o presidente, que ocorreram no feriado dessa terça-feira, 7.

“Nós tomaremos as ruas para mostrar que o queremos fora do governo, derrotado. Em suas próprias palavras, restarão apenas duas opções para ele: prisão ou cova.”

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Anonymous já havia atacado outros chefes do executivo antes de declarar guerra a Jair Bolsonaro

Essa não é a primeira vez que o grupo Anonymous se posiciona contra membros da política brasileira. Relembre outros sete ataques planejados pela célula do grupo no Brasil:

Ministério da Defesa

Hamilton Mourão e Villas Bôas já foram alvo do grupo Anonymous (Foto: Reprodução/Twitter)

Em 2018, quando Jair Bolsonaro ainda era candidato à Presidência da República, o Ministério da Defesa foi hackeado pela AnonOpsBR, célula do grupo Anonymous no Brasil. O objetivo da ação era expor Hamilton Mourão, vice-presidente, e o general Villas Bôas, ex-comandante do Exército.

“Essa é uma mensagem direta ao fascismo e autoritarismo que ameaça à democracia brasileira através de seus generais Eduardo Villas Bôas e Mourão, vulgo vice do Bolsonaro, que sempre mandam recado com viés autoritário por meio de entrevistas, querendo tutelar a democracia por meio da força e do medo”, dizia a mensagem.

Família e governo Bolsonaro

Além de Jair Bolsonaro, família e ministros também foram alvo de ataques do Anonymous (Foto: Reprodução/O Globo)

Já em junho do ano passado, o grupo vazou dados de familiares e ministros do governo Bolsonaro em novo ataque. Entre eles: Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), Abraham Weintraub (ex-ministro da Educação), Damares Alves (ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) e outros.

Em um segundo ataque, foi a vez do ministro da Economia, Paulo Guedes; o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel; Michele Bolsonaro, primeira dama da República e Olavo de Carvalho, terem dados pessoais expostos.

JBS e Friboi

JBS e Friboi protagonizaram um dos maiores escândalos de corrupção em 2017 (Foto: Reprodução/Época Negócios)

Em maio de 2017, veio à tona um escândalo de corrupção envolvendo empresas do setor de proteína animal, como a JBS e Friboi. Nessa época, o Anonymous afirmou ter invadido os sistemas das empresas e acessado contas de e-mail de centenas de funcionários e diretores.

“Aos trabalhadores dessas empresas, saibam que o problema não é com vocês, e sim com essa corja de ladrões, corruptos e filhos da p*** que estão acabando com o nosso povo e nosso país”, dizia a mensagem publicada pelo grupo na ocasião.

Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal

Anonymous se posicionou contra o fim da Operação Lava Jato (Foto: Reprodução/Governo Federal)

Ainda em 2017, uma célula do Anonymous invadiu o site da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). O objetivo da ação não era divulgar nenhuma informação pessoal, mas sim um protesto contra o fim da Operação Lava Jato.

“[…] é um ato para mostrar que o povo está alerta com a nomeação do novo diretor da PF (Fernando Segóvia) pelo presidente Temer, nesse momento em que as investigações da operação lava-jato alcançam a cúpula do PMDB, onde além do presidente Michel Temer são alvos Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Geddel Vieira Lima e Henrique Alves que estão presos.”

Michel Temer

Michel Temer foi alvo de ataques em 2018

Em maio de 2018, a célula brasileira do grupo Anonymous foi a responsável pela operação #OpCaminhoneiros em apoio aos caminhoneiros, que estavam protestando na época. A campanha também era contra o então presidente da República, Michel Temer.

Na ocasião, dados pessoais de Temer chegaram a ser expostos na internet.

Aécio Neves

Aécio Neves teve site retirado do ar por algumas horas em 2017 (Foto: Reprodução/ Câmara dos Deputados)

Em outubro de 2017, a célula Anon H4 orquestrou um ataque contra o então senador Aécio Neves. Na ocasião, o site oficial do político chegou a sair do ar por algumas horas.

“Indignados com a atual situação política do Brasil, com os votos favoráveis ao corrupto senador Aécio Neves, vamos iniciar uma série de ataques aos sites de todos aqueles que resolveram ferrar o brasileiro devolvendo o poder ao parlamentar corrupto”, publicou a célula no Facebook.

Olimpíadas 2016 no Rio

Anonymous se manifestou contra realização dos Jogos Olímpicos no Rio (Foto: Reprodução/Diário PB)

Em agosto de 2016, o Olympic Broadcasting Services (OBS), o órgão responsável por fornecer as imagens oficiais dos Jogos Olímpicos, foi hackeado pela AnonOpsBrazil, célula do grupo Anonymous.

“Já manifestamos em outros comunicados nosso repúdio à realização de megaeventos em meio às desigualdades sociais gritantes neste país. Mesmo assim, mesmo após tantas palavras, tantos manifestos ou protestos realizados nas ruas (todos sempre totalmente vigiados pela repressão, quando não reprimidos com brutal violência) o governo parece que vai seguir ignorando as vozes de seu próprio povo”, disse a célula na época.

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*Com informações do Tecmundo*


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