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O que é uma CBDC? Saiba para que serve, como funciona e sobre o andamento da implementação da Central Bank Digital Currency nos países

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Foto: Pixabay

Você sabe o que é uma CBDC? A sigla refere-se ao termo Central Bank Digital Currency (Moeda Digital do Banco Central, em tradução literal). Ou seja, as CBDCs são um tipo de criptomoeda.

Essa moeda digital vem ganhando cada vez mais destaque e está sendo discutida por governos de todo o mundo. Quer entender melhor a tecnologia por trás das CBDCs, suas principais funções e suas diferenças em relação a outras criptomoedas já conhecidas, como o Bitcoin? Então confira!

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O que é uma CBDC?

Conforme já mencionado, uma CBDC é um tipo de criptomoeda, que está sendo estudada por governos de todo o mundo. Ela funciona como uma alternativa ao dinheiro fiduciário tradicional.

Basicamente, a moeda fiduciária corresponde a qualquer documento aceito como método de pagamento. Quem define o valor dessa moeda é a instituição que a emitiu. Como exemplo podemos citar as cédulas de dinheiro, cheques, notas promissórias, títulos de crédito, entre outras.

Mas voltando à CBDC, essa moeda digital estatal pode proporcionar vantagens únicas para transações domésticas dos países, além das movimentações internacionais. Tudo isso com alta velocidade, segurança e baixo custo.

A criptomoeda ainda não foi implementada em grande escala. Por esse motivo, ainda não uma análise aprofundada sobre as vantagens das CBDCs. Vale destacar que cada CBDC pode apresentar funções e características próprias, visto que o Banco Central de cada país tem autonomia para criar e administrar sua própria moeda.

A CBCD é ou não uma criptomoeda?

As criptomoedas existentes no mercado apresentam diversas singularidades, em relação ao modo de funcionamento, preços, entre outros detalhes. Mas, o que a maioria tem em comum é o fato de serem privadas e descentralizadas.

Em outras palavras, a criptomoedas que já conhecemos foram criadas por uma empresa ou por um coletivo de desenvolvedores e são administradas de maneira aberta por sua comunidade. Para isso, usam-se sistemas automatizados de preço, dificuldade de mineração e outras funções essenciais.

A CBDC apresenta uma dinâmica diferente. Isso porque o Banco Central de determinado país é o responsável por todas as etapas de criação da moeda digital. Ou seja, desenvolvimento, emissão e gerenciamento da criptomoeda e de seu sistema.

Por exemplo, o blockchain (sistema de transação das criptomoedas) de um moeda digital estatal tende a não ser aberto. Ou seja, os dados das transações, tipicamente públicos para todo o mundo, são mais restritos e acessíveis por órgãos governamentais.

Outro ponto a ser considerado é que a intenção dos Bancos Centrais não é criar uma CBDC para funcionar como ativo digital, como ocorre com o Bitcoin. As moedas digitais estatais terão como foco o uso cotidiano, pagamentos, transações e possivelmente reservas de valor. Basicamente, a CBDC vai funcionar de forma similar ao dinheiro fiduciário.

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Mas então, o que diferencia a CBDC da moeda tradicional?

Essa resposta é simples: uma existe fisicamente, enquanto a outra é virtual e existe em uma rede blockchain. Basicamente, a diferença está na aplicação da tecnologia e criptografia para reformular o sistema financeiro.

A principal finalidade dos governos ao adotar essa moeda digital é reduzir os custos administrativos do atual sistema de pagamentos. Além disso, é uma forma de agilizar e facilitar as transações.

Lembrando que essa moeda está em desenvolvimento. Na verdade, a maioria dos países está começando a explorar a ideia. Os Estados Unidos, por exemplo, ainda discute a possibilidade de se criar uma forma digital do dólar.

Em contrapartida, alguns países mais ambiciosos, como a China, já finalizaram uma demonstração prática de suas CBDCs, que estão em fase de testes.

Iuan digital: veja como está a implementação da CBDC chinesa

Na China, o iuan digital, é completamente voltado para transações. Essa é a primeira e mais desenvolvida CBDC. Atualmente, mais de 20 milhões de chineses já possuem suas carteiras digitais emitidas pelo Banco Popular da China.

Os cidadãos podem acessar o iuan digital por meio de aplicativos e conversíveis em caixas eletrônicos. Com ele, o usuário pode realizar pagamentos digitais, assim como os realizados via internet banking.

Na prática, é possível receber e enviar moedas apenas com o endereço da carteira digital e realizar pagamentos instantâneos em lojas físicas, além de boletos, assinaturas e até compras online, por meio de QR codes, entre outras tecnologias.

As transações não são muito diferentes das realizadas por quem já está acostumado com finanças digitais. No entanto, o potencial de implementação de uma CBDC em grande escala é maior que os modos tradicionais. Especialmente quando se fala em transações internacionais.

Várias possibilidades podem ser abertas com o gerenciamento de uma moeda em rede blockchain. Imagina, por exemplo, realizar um Pix do Brasil para o Japão instantaneamente e a um custo baixo.

Pois bem, com acordos e regulamentações globais sobre CBDCs, pagamentos e transferências internacionais poderiam ser realizadas sem o intermédio de diferentes instituições.

*Com informações do Tecnoblog*


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