Cientistas testam “Pâncreas artificial” para controlar diabetes em pacientes e concluem eficácia do equipamento inteligente. Entenda  - Programadores Brasil
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Cientistas testam “Pâncreas artificial” para controlar diabetes em pacientes e concluem eficácia do equipamento inteligente. Entenda 

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Um estudo publicado por cientistas das universidades de Cambridge, da Inglaterra, e de Berna, na Suíça, mostrou que o equipamento chamado “pâncreas artificial” teve sua eficácia comprovada para controlar os níveis de glicose de maneira segura. A pesquisa sobre o equipamento, que utiliza inteligência artificial, foi divulgada na revista científica Nature Medicine, no início de agosto.

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"Pâncreas artificial" é um sistema que tem três componentes: um sensor, uma bomba de insulina e um aplicativo de celular (Fonte: Universidade de Cambrigde/Divulgação)
Cientistas testam “Pâncreas artificial” para controlar diabetes em pacientes e concluem eficácia do equipamento inteligente. (Imagem: Universidade de Cambrigde/Divulgação)

Portanto, esta foi a primeira vez que cientistas testaram o equipamento em pacientes com diabetes tipo 2. A doença, no entanto, é mais comum em pessoas acima dos 40 anos, que estão com peso elevado e não possuem hábitos saudáveis de alimentação. Então, o tipo 2 corresponde a cerca de 95% dos casos de diabetes em todo o mundo.

Mas, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o aumento dos casos de diabetes têm sido devido ao sedentarismo e a piora na alimentação, e que a doença acaba se manifestando em pessoas que já são mais suscetíveis, geneticamente.

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O que é o Pâncreas artificial?

O equipamento é portátil, e simula a função do órgão humano no controle dos níveis de glicose no sangue. Portanto, o dispositivo usa inteligência artificial para injetar insulina no organismo na medida adequada e automaticamente.

Isto significa que o Pâncreas artificial, utilizado no corpo de maneira externa, é composto por dois vestíveis: um sensor de glicose e uma bomba de insulina. Portanto, existe um aplicativo de smartphone que envia por Bluetooth um sinal para a bomba ajustar o nível de insulina que o paciente recebe. Então, o sensor de glicose mede e envia os níveis de açúcar no sangue de volta a um algoritmo que permite realizar ajustes adicionais.

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Funções do Pâncreas artificial

Uma das principais funções do Pâncreas artificial é produzir hormônios, como a insulina, que é responsável pela regulação da glicose no sangue. Para esclarecer, a diabetes tipo 2 faz com que o órgão produza insulina em quantidade insuficiente.

Na pesquisa, os cientistas acompanharam 26 pacientes que realizavam diálise. Metade foi tratada com o pâncreas artificial, enquanto a outra recebia o tratamento convencional com a insulina. Por um período de 20 dias, a equipe acompanhou a evolução do nível de açúcar no sangue.

Como resultado, o pâncreas artificial deu aos pacientes cerca de 3,5 horas diárias a mais na faixa-alvo em comparação aos que receberam o tratamento tradicional. Portanto, o equipamento conseguiu manter os níveis médios de glicose por mais tempo, e reduziu então o período em que os pacientes passaram por hipoglicemia.

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Respostas dos pacientes 

Com isso, o desempenho dos pacientes melhorou com o uso do equipamento com a tecnologia de inteligência artificial. Isso porque já no primeiro dia, o tempo em que o açúcar no sangue ficou na faixa-alvo foi de 36% de açúcar, o índice subiu para mais de 60% no vigésimo.

“Pâncreas artificial” é um sistema que tem três componentes: um sensor, uma bomba de insulina e um aplicativo de celular. (Imagem: Universidade de Cambrigde/ Divulgação)

Por outro lado, a pesquisa também se baseou em pacientes que sofriam de insuficiência renal, por também dificultar o controle de açúcar no sangue. Ou seja, cerca de 30% dos casos de doença renal acabam sendo gerados pelo excesso de glicose no sangue.

Então, quando os rins acabam funcionando mal, eles dificultam a limpeza do sangue, e como consequência, aumentam o risco de hipoglicemia e hiperglicemia, níveis muito baixos ou muito altos de açúcar. Além disso, eles podem causar outras complicações, como tonturas, quedas e até coma.

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Sem contar que muitos medicamentos orais para diabetes não podem ser receitados a pessoas com doenças renais, que necessitam de injeções de insulina, cuja dosagem exata não é possível de mensurar.

Em suma, mais de 90% dos pacientes que participaram da pesquisa aprovaram a tecnologia. Segundo eles, o uso do pâncreas artificial ajudou com que os doentes passassem menos tempo controlando seus diabetes. Mas, também houve relatos de que alguns tiveram mais desconforto ao usar a bomba de insulina e ter que ficar usando o celular.


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