Entenda como o LuizaLabs investe na contratação e formação de profissionais de TI e as ações adotadas na empresa para fortalecer sua atuação no setor - Programadores Brasil
Curiosidades

Entenda como o LuizaLabs investe na contratação e formação de profissionais de TI e as ações adotadas na empresa para fortalecer sua atuação no setor

7 Mins read
Foto: Reprodução/99Jobs

Apesar da alta demanda no setor de TI, não é novidade que faltam profissionais qualificados para preencher essas vagas. Quando se olha para o cenário brasileiro, esse quadro é ainda mais crítico. Mas, empresas como o Magazine Luiza estão conseguindo avançar nessa questão, por meio de sua divisão LuizaLabs.

De acordo com um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), até 2024 o setor de TI demandará 420 mil especialistas, em diversas áreas. Mas, apenas 46 mil pessoas se formam por ano em cursos de ensino superior desse segmento.

Em contrapartida, as empresas vêm passando por um ritmo acelerado de transformação digital. Mesmo aquelas que já nasceram com produtos baseados em tecnologia estão investindo cada vez mais e, consequentemente, buscando profissionais para auxiliar nesses novos desafios.

Esse é o caso, por exemplo, do Magazine Luiza. Durante a pandemia, a empresa registrou aumento de vendas, especialmente no online. Para se ter uma ideia, só no primeiro trimestre deste ano as vendas totais da companhia cresceram 63%, sendo que 70% delas vieram do e-commerce. Vale destacar que esse é o percentual mais alto da história da varejista.

Empresa precisa investir em tecnologia para manter crescimento em vendas

Para manter esse ritmo de vendas, a empresa precisa, não só, investir em sua logística, para garantir entregas rápidas, mas em Tecnologia e na infraestrutura de pagamentos. Ou seja, os profissionais de TI serão fundamentais para a entrega de bons serviços.

Diante disso, o LuizaLabs, área de inovação e tecnologia do Magazine Luiza, está investindo em um ritmo acelerado de contratações. Por exemplo, só nos primeiros seis meses deste ano, a empresa recrutou 400 novos colaboradores. E a pretensão é chamar outros 400 profissionais (ou mais) até a Black Friday, uma das datas mais movimentadas do e-commerce brasileiro.

Mas, apesar da meta ousada, a contratação de pessoas qualificadas na área de TI se mostra uma tarefa desafiadora, considerando o déficit no mercado de trabalho. Até mesmo profissionais de RH devem ter um bom entendimento do setor para conseguir fazer boas escolhas.

Por isso, o LuizaLabs conta com um processo de seleção bem estruturado, para fazer contratações assertivas. Veja como funciona!

Primeira etapa no processo de contratação do LuizaLabs é o planejamento

O primeiro passo para a abertura de um processo seletivo na área de TI do Magazine Luiza é o planejamento. Em entrevista ao CanalTech, o gerente de Gestão de pessoas com foco em Tecnologia no Magazine Luiza, Caio Nalini, explicou que antes de iniciar uma seleção, o pessoal de RH conversa com os gestores e coordenadores da vaga disponível.

Nesse primeiro momento o objetivo é entender o que é esperado do candidato em termos de requisitos técnicos. Além disso, também são debatidas questões sobre quais serão os desafios do cargo, as metas da área, as entregas previstas do roadmap de desenvolvimento, dentre outros detalhes.

“Tudo isso para que na busca pelo profissional, o recrutador possa olhar não apenas os requisitos técnicos, mas também entender se é possível encontrar pessoas que, além do conhecimento, já tenham alguma aderência com a área ou com o desafio”, explicou Nalini.

Após essa conversa inicial, os recrutadores passam a olhar para a base de valores e comportamentos do Magalu, que é única para processos seletivos da empresa de qualquer área. De acordo com o gerente de Gestão de Pessoas do Magalu, são cinco valores e 17 comportamentos esperados e estes funcionam como um norteador.

LuizaLabs conta com uma vertical de RH dedicado ao setor de TI

Outro detalhe que faz a diferença no LuizaLabs é a presença de uma vertical de RH dedicada à área de TI em sua estrutura. Dessa forma, a empresa consegue investir em contratações mais certeiras.

Essa vertical de RH do LuizaLabs é formada por especialistas em recrutamento e seleção dedicados, além de consultores internos que vivem o dia a dia do Labs e entendem como funciona a rotina de desenvolvedores, programadores e especialistas da divisão.

“Ter uma vertical dedicada acelera muito o processo de contratações, já que o profissional de RH está inserido no dia a dia do LuizaLabs. Eles têm total conhecimento de todos os alinhamentos, metas e todas as entregas previstas pelo LuizaLabs e podem priorizar as contratações que permitirão que um objetivo seja alcançado com mais rapidez”, destacou Caio Nalini.

Profissionais de RH do LuizaLabs aprendem a identificar perfis técnicos

Além disso, os profissionais de RH que atuam no LuizaLabs têm domínio de perfis técnicos, o que facilita na hora de escolher um novo colaborador. “Com isso, é possível saber o que é uma determinada linguagem de programação, a diferença entre um back-end e um front-end, onde atua um full stack, o que é esperado de cada nível de senioridade. Isso cria um filtro muito eficiente na hora de selecionar os profissionais e acelera o processo”.

Antes de iniciar suas atividades no LuizaLabs, o profissional de recrutamento passa por um processo de onboarding específico. Assim, o recrutador consigue entender rapidamente termos do setor.

“Ele passa a entender o que é um squad, o que é uma tribo, quais as linguagens de programação utilizadas, qual o stack de sistema, entre outros termos. Além disso, nossos recrutadores e consultores de Gestão de Pessoas estão divididos em um modelo de atendimento por vertical. Então, aquele recrutador respira a rotina dessa divisão, já que fica dentro da mesma rotina e dos mesmos rituais”.

Veja também:

Que tipo de profissionais o LuizaLabs busca?

Para quem acredita que só especialistas podem garantir uma vaga no LuizaLabs, está enganado. De acordo com Caio Nalini, o Magazine Luiza busca profissionais com diferentes perfis de senioridade.

Ou seja, tem espaço para os mais experiente, mas para os que ainda estão em início de carreira também. Para os interessados, as vagas estão abertas na página de carreiras da empresa.

“Dentro do nosso roadmap de contratação, temos cadeiras para o nível Júnior, onde temos a oportunidade de oferecer desenvolvimento para alguém que não tenha tanta experiência ou conhecimento. Inclusive, oferecemos programas de formação tanto interno, quanto externo, para ampliar esse conhecimento. Mas também temos uma grande quantidade de vagas de nível pleno e sênior, onde buscamos profissionais com bagagem mais sólida em TI, já que os nossos desafios são complexos”.

As vagas também não se limitam apenas aos desenvolvedores, embora esses profissionais integrem a maior parte da equipe. “Temos em nossos quadros Product Owners (PO), Gerentes de Produtos (PM), times de Agilidade, Infra e Segurança, então há diversas possibilidades.”

Como o LuizaLabs lida com a escassez de profissionais no setor de TI?

Para lidar com a falta de mão de obra qualificada, o LuizaLabs dispõe de algumas ações para enfrentar esse cenário. A primeira delas é entender o papel da própria empresa em contribuir para a formação do profissional de tecnologia, de uma forma geral.

Isso, independentemente dessas pessoas passarem a integrar, ou não, os quadros da companhia.

“Uma ação concreta para isso foi a criação do Luiza Code, que é um programa onde são formadas mulheres em tecnologia. Tivemos, até agora, mais de 300 formandas e ainda temos duas turmas para esse ano. Logo, devemos fechar 2021 com quase 500 formandas. São 100 horas de conhecimento técnico em programação e, no final, as formandas ainda podem participar do processo seletivo no Luizalabs”, exemplificou Nalini.

Empresa também investe em programas internos de formação

Internamente, o setor tem um programa de formação interno, chamado Labs School. Nele, profissionais mais experientes são estimulados a compartilhar conhecimento com os que ainda não têm expertise em determinada habilidade.

Além disso, a empresa acredita que a realização de uma seleção consistente faz toda a diferença. O objetivo é contratar profissionais que estejam não só interessados no salário ou benefícios, mas que tenham uma visão macro do propósito do Magalu e das funções que eles venham a desempenhar.

Quanto à retenção de talentos, o executivo destacou que isso se dá de diferentes formas. Isso porque o propósito é que o profissional permaneça na empresa.

Além de oferecer uma remuneração competitiva, a empresa investe em um ambiente onde o profissional encontre grandes desafios, compartilhamento de conhecimento e a possibilidade de impactar milhões de pessoas com o que é desenvolvido no LuizaLabs.

Basicamente, duas frentes de atuação são trabalhadas:

  • A primeira é apostar no desenvolvimento de líderes, que estão no dia a dia do time e representam a visão da organização no cotidiano do funcionário. “Queremos que ele realize uma boa gestão de pessoas e isso é essencial”, destacou Nalini.
  • A segunda frente é trazer para as pessoas o sentimento de que elas estão se desenvolvendo. “As pessoas precisam de metas e entregas que as forcem a sair da zona de conforto e buscar conhecimento. E aqui elas têm um ecossistema que permite acesso à informações que contribuam para o seu aperfeiçoamento. Os colaboradores precisam ter essa visão de que estão evoluindo”.

Home Office permitiu o Magazine Luiza descobrir novos talentos

A pandemia do novo Coronavírus também ajudou a acelerar um movimento que iniciou timidamente no mercado de trabalho: a adoção do Home Office. No setor de TI, o trabalho remoto pode ser realizado com facilidade o que permite a busca por talentos em diferentes estados do Brasil.

E o LuizaLabs também embarcou nessa tendência. Caio Nalini destacou que essa possibilidade ampliou o leque para atração de profissionais em todos o país.

No ano passado, a divisão de inovação do Magazine Luiza decidiu oficializar o modelo full remoto de trabalho. Ou seja, os profissionais atuando inteiramente em Home Office.

“Com isso, começamos a explorar regiões no Brasil onde não tínhamos escritórios físicos e, consequentemente, não havia acesso aos talentos. E isso nos impedia de encontrar ótimos profissionais em locais que já são polos reconhecidos de tecnologia no país. Hoje temos muitos devs que estão em Recife, Rio de Janeiro, Brasília. Esse remoto forçado pela pandemia nos trouxe muitas possibilidades”.

*Com informações do CanalTech*


Deixe o seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *