Grupo Bitcoin Banco é suspeito de desviar R$ 1,5 bilhão que seria destinado a negociações com criptomoedas e PF investiga o caso. Entenda - Programadores Brasil
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Grupo Bitcoin Banco é suspeito de desviar R$ 1,5 bilhão que seria destinado a negociações com criptomoedas e PF investiga o caso. Entenda

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O grupo, chamado Bitcoin Banco, suspeito de desviar mais de R$ 1,5 bilhão das contas de 7 mil clientes em negociações com criptomoedas, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no início da semana. A Operação Daemon, que contou com cerca de 90 policiais, cumpriu um mandado de prisão preventiva, quatro mandados de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão, em Curitiba, onde a empresa atuava.

Mas, mesmo que a PF não tenha confirmado o nome da empresa, o Portal do Bitcoin apurou que o alvo das operações policiais e das ordens judiciais expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba é realmente o grupo Bitcoin Banco. Inclusive a companhia também foi responsável por uma fraude a clientes ainda em 2019. Na época, ela bloqueou os saques dos clientes alegando que teria sofrido um ataque hacker, e portanto, nunca devolveu o dinheiro depositado. O portal de notícias informou ainda que o criador da empresa de criptomoeda, Claudio Oliveira, e sua esposa foram presos.

Imagem de: Polícia Federal investiga Bitcoin Banco por desvio de R$ 1,5 bilhão
Grupo Bitcoin Banco é suspeito de desviar R$ 1,5 bilhão que seria destinado a negociações com criptomoedas e PF investiga o caso. (Imagem: Reprodução/ Youtube)

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No entanto, o grupo chegou a pedir recuperação judicial no mesmo ano, e continuou descumprindo as normas e ofertando investimentos sem que houvesse registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo as investigações da PF, a Operação Daemon estaria apurando a prática de crimes falimentares, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além disso, a investigação também busca delitos contra a economia popular e o Sistema Financeiro Nacional. Mas, há suspeita de que o investigado também tenha cometido crimes fora do Brasil, como nos EUA e na Europa.

Então, para continuar praticando seus crimes com negociações falsas de criptomoedas, os investigados usavam a imagem para promover o sucesso do grupo, exibindo poses, veículos de luxo, além de realização de eventos. Depois disso, a PF descobriu que o líder do grupo já tinha sido condenado na Suíça por estelionato. Além disso, o juiz falimentar também conseguiu ser enganado ao ser apresentado a uma carteira de bitcoin falsa como garantia dos compromissos.

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Portanto, as ordens judiciais cumpridas em Curitiba pretendem não só interromper as ações criminosas, mas também esclarecer quem são os responsáveis por cada crime apurado na investigação. E por fim, tentar fazer um rastreamento patrimonial que permita reparação, ainda que parcial, de todos os danos que as vítimas sofreram ao investir em criptomoedas falsas.


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