Dados registrados em smartwatch Fitbit são utilizados em pesquisa sobre sequelas provocadas pela Covid-19. Entenda - Programadores Brasil
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Dados registrados em smartwatch Fitbit são utilizados em pesquisa sobre sequelas provocadas pela Covid-19. Entenda

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O smartwatch Fitbit está atuando como um importante aliado em pesquisas sobre as sequelas causadas pela Covid-19. Isso é o que revela uma pesquisa científica publicada na revista Journal of The American Medical Association.

De acordo com os dados, o dispositivo ajudou a avaliar alterações fisiológicas e comportamentais prolongadas em 875 pacientes que tiveram a doença e usam o smartwatch.

Esse foi um meio encontrado para quantificar a ocorrência de algo que os cientista já sabiam: alguns pacientes continuam tendo disfunções autonômicas e danos cardíacos por até seis meses após o início dos sintomas da doença. Ou seja, as sequelas permanecem, mesmo após o período de infecção.

Além disso, a pesquisa dá continuidade aos estudos que ajudam a comprovar a eficácia dos vestíveis para melhorar a detecção em tempo real de doenças virais.

Esse novo estudo é diferente do realizado pela DETECT no início da pandemia. O objetivo agora é identificar o que ocorreu com os usuários após o recebimento do diagnóstico de infecção por Covid-19.

Dos 875 participantes que relataram sintomas de síndrome respiratória grave, 234 testaram positivo para Covd-19. No entanto, todos continuaram sendo monitorados.

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O que os cientistas descobriram com o auxílio do smartwatch Fitbit?

Os dados revelam que os pacientes de Covid-19 tiveram uma pequena queda na frequência cardíaca, quando comparada aos níveis apresentados no início dos sintomas, por exemplo. Mas, quando comparados a pessoas que tiveram outras infecções respiratórias, os pacientes de Covid-19 demoraram mais para recuperar sua frequência cardíaca original.

Além disso, esse grupo realizou menos atividades físicas — considerando dados do contador de passos — e dormiram menos que antes do diagnóstico. Segundo a pesquisa:

  • Os pacientes demoraram, em média, 79 dias para recuperar sua frequência respiratória;
  • As atividades físicas só normalizaram após 32 dias; e
  • A qualidade do sono foi recuperada, somente, após 24 dias.

Já em relação aos batimentos cardíacos, 13,7% dos pacientes continuaram a conviver com batimentos mais acelerados por quase cinco meses. Isso é o que os especialistas chamam de “covid longa”. Ou seja, o impacto fisiológico prolongado que alguns pacientes acometidos pela doença apresentam.

Esse é o primeiro estudo em longo prazo que avalia as sequelas da doença, usando dados coletados pelos vestíveis da Fitbit. Atualmente, a empresa faz parte do Google, mas continua trabalhando no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.

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*Com informações do TecMundo*


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