TPM 2.0: O que é o chip, como saber se o PC possui o componente e como habilitá-lo para rodar o Windows 11? - Programadores Brasil
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TPM 2.0: O que é o chip, como saber se o PC possui o componente e como habilitá-lo para rodar o Windows 11?

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Um dos pré-requisitos para o Windows 11 é o chip TPM 2.0 (Trusted Platform Module 2.0), um componente que tem função de melhorar a segurança do sistema operacional da Microsoft. No entanto, a existência do chip já não era novidade, pois a versão anterior do sistema, já vinha com ele incluso.

TPM 2.0: O que é o chip, como saber se o PC possui o componente e como habilitá-lo para rodar o Windows 11? (Imagem: reprodução/Tecmundo)

Mas, nem todos os PCs possuem o recurso de boot seguro habilitado, ou presente nas configurações. Por isso, os computadores estão recebendo agora um diagnóstico negativo quando passam pelo teste de compatibilidade da ferramenta da Microsoft

Confira a seguir o que é o chip TPM 2.0, e saiba se sua máquina possui a tecnologia e como fazer para adquiri-la:

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O que é o chip TPM 2.0?

Resumidamente, o chip TPM 2.0 é um componente que funciona como processador de segurança de dados, que tem relação com a criptografia. A criptografia, portanto, é um mecanismo que embaralha informações e só permite que tenha acesso a elas com determinadas chaves.

Então, o TPM armazena essas chaves de criptografia e pode detectar mudanças de software. Mas, caso isso aconteça, ele gera sinais que o computador pode usar para conter possíveis danos.

Segundo a Microsoft, o chip TPM tem capacidade de registrar informações de inicialização do sistema e conferir a integridade do software, por exemplo. Na prática, ele pode impedir que programas maliciosos consigam driblar funções de segurança.

O TPM pode ser um componente na placa-mãe, integrado a outra peça do computador, ou presente no firmware (um conjunto de instruções programadas diretamente no hardware). O padrão 2.0, portanto, foi lançado em 2014.

Segundo a Microsoft, “as funções mais comuns do TPM são para medições de integridade do sistema e uso e criação de chaves”, explicou a companhia por meio do seu site oficial. “Durante o processo de inicialização de um sistema, o código de inicialização que é carregado (incluindo firmware e componentes do sistema operacional) pode ser medido e gravado no TPM”, concluiu.

Ícone que representa o TPM no Windows. (Imagem: reprodução/Tecmundo)

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Diferenças entre TPM 2.0 e TPM 1.2

Diferentemente da versão 1.2 do TPM, que já vem nos PCs desde o início da década passada, o uso do TPM 2.0, obrigatório no Windows 11, promete agradar instituições do governo e empresas. Segundo a Microsoft, o TPM 1.2 “só possibilita o uso de RSA e do algoritmo de hash SHA-1“, que está sendo abandonado por algumas entidades. Por outro lado, o TPM 2.0 suporta algoritmos mais novos, e dão garantia de mais desempenho na geração de chaves e assinaturas digitais.

Além disso, a versão 2.0 do chip requer mais agilidade criptográfica, e uma “experiência mais consistente” ao usá-lo em aplicações diferentes. A companhia afirma ainda que todos os sistemas “certificados com o Windows 11”, virão com o TPM já habilitado para garantir segurança de ponta assim que o produto sair da caixa.

TPM
Exemplo de módulo TPM. (Imagem: reprodução/Tecmundo)

Como saber se meu PC tem TPM 2.0?

Essa é uma pergunta que tem gerado muitas dúvidas nos usuários que pretendem migrar do Windows 10 para o 11. Afinal, nem todos os computadores possuem o chip de segurança habilitado desde a fábrica.

A boa notícia é que, segundo David Weston, diretor de segurança de sistemas da Microsoft, quase todas as CPUs dos últimos cinco a sete anos contam com TPM. Portanto, verificar a presença do chip no PC é fácil, mas para usuários comuns pode parecer mais complicado. Portanto, confira abaixo se o chip TPM 2.0 está habilitado ou não no seu computador.

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Windows Powershell permite verificar a presença do chip TPM. (Imagem: reprodução/Tecmundo)

Verificando se o PC tem TPM 2.0:

  • Abra o Menu Iniciar, busque por Windows Powershell, clique com o botão direito do mouse e abra o programa como Administrador;
  • Digite o comando get-tpm e clique na tecla Enter.

Explicando, a opção TpmPresent vai exibir os resultados “True” ou “False”. Ou seja, o primeiro indica a presença do chip no PC, e o segundo que o sistema não encontrou o componente no computador ou está desabilitado.

Já a linha TpmReady também exibe resultados True ou False. A opção verdadeira indica que o chip está ativo, o falso aponta que o componente não está funcionando.

Verificando a versão do TPM

  • Abra o menu Iniciar e busque por “Gerenciador de Dispositivos“;
  • Encontre a aba “Dispositivos de Segurança“;
  • Caso o seu computador tenha o TPM 2.0, o item estará listado como Trusted Platform Module 2.0.
Página exibindo o status e versão do TPM no Windows. (Imagem: reprodução/Tecmundo)

Mas, existe outra forma de verificar a presença do chip por meio de um comando do sistema. Siga os passos:

  • Pressione as teclas Windows + R para abrir o Executar;
  • Digite tpm.msc e clique no botão Enter;
  • Uma nova aba mostrando o status do TPM será aberta. A versão do componente pode ser vista no final da página, abaixo de TPM Manufacturer Information.

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Se o chip TPM estiver desativado, como habilitar?

Caso o computador não exiba o TPM 2.0 pode ser que ele esteja desabilitado. Se este for o caso, será preciso acessar a BIOS do PC para ativar o chip. No entanto, este processo é um pouco mais complicado e varia de acordo com o hardware.

Para esclarecer, o menu de acesso à BIOS deve ser aberto durante a inicialização do computador, geralmente ao pressionar as teclas F2, F10 ou F12. No entanto, isso depende da fabricante da placa-mãe ou do computador. Além disso, os menus também variam e a opção de ativar o TPM 2.0 também muda de acordo com os componentes.

Por exemplo, a Intel chama o TPM 2.0 de PTT, enquanto a AMD costuma listar o uso do componente com a sigla fTPM. Sendo assim, o nome da solução varia de acordo com o processador. Por outro lado, cada fabricante de placa-mãe conta um menu de BIOS diferente. Dessa forma, a localização da opção que ativa o TPM 2.0 também varia.

Opção de habilitar o TPM em uma placa-mãe Gigabyte com processador AMD Ryzen. (Imagem: reprodução/Tecmundo)

Na imagem ilustrada acima, por exemplo, é possível ver o menu de uma placa-mãe Gigabyte, que põe a opção dentro da aba “Periféricos”.

Em suma, o TPM pode estar vinculado ao modo de boot seguro e UEFI. Então, vale a pena conferir essa parte da BIOS na busca pela opção. Mas, existe outra forma, que é buscar o manual de instruções de seu produto, que também precisa conter instruções específicas de como habilitar a funcionalidade.

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E se o computador não tiver TPM 2.0?

Se o seu PC não tiver o chip TPM 2.0 instalado, também é possível comprar o componente avulso. Mas, como o Windows 11 acabou de ser lançado, o preço do recurso acabou subindo pela alta procura do chip.

Antes, o componente podia ser encontrado por cerca de US$ 15 (R$ 73 na conversão direta), nos Estados Unidos. Agora, os preços do chip já estão em torno de US$ 100 (R$ 492), em algumas ofertas no eBay, segundo o Tom’s Hardware. Então, com isso em mente, o melhor a fazer no momento é aguardar para que a Microsoft dê uma solução para essa obrigatoriedade do chip no lançamento final do Windows.

Desde que começou a apresentar algumas novidades do Windows 11, a Microsoft já modificou algumas vezes os requisitos do sistema. Além disso, a empresa chegou a liberar a prévia sem precisar usar o TPM 2.0.

Portanto, diante disso, é melhor aguardar já que, provavelmente, a Microsoft deve adotar outras formas de utilizar o sistema operacional sem a necessidade do chip de segurança. Além disso, ao longo do tempo, a tendência é que o preço do componente avulso volte ao normal, uma vez que o Windows 11 só deve ser lançado completamente em 2022.


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