Bitcoin: seguindo tendência norte americana, empresas brasileiras iniciam investimentos na criptomoeda, ainda que a passos lentos. Entenda! - Programadores Brasil
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Bitcoin: seguindo tendência norte americana, empresas brasileiras iniciam investimentos na criptomoeda, ainda que a passos lentos. Entenda!

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Os investimentos em Bitcoin têm se ampliado no Brasil, ainda que de maneira tímida. Ao menos duas empresas registraram recentemente a compra de saldos da criptomoeda, conforme apontou um relatório da valor Investe. Entre elas, a fintech Yubb e a casa de análises Empiricus.

Apesar do avanço, outras empresas ainda não manifestaram abertamente investimentos em Bitcoin. À exceção da Empiricus, que aplicou R$100 mil em um fundo da Vitreo, ainda não há registros de movimentações nos caixas de outras companhias, com base no que apontam as maiores gestoras de fundos de criptomoedas do país.

Algumas chegaram a relatar a mediação na compra de Bitcoins por empresas, mas os clientes optaram por não tornar público esses investimentos. Inclusive, algumas exchanges, plataformas de negociação de criptoativos, lançaram nos últimos meses serviços exclusivos para clientes institucionais.

Esse é o caso da Foxbit, por exemplo, que relatou já ter mais de 500 CNPJs cadastrados. Os segmentos e tamanhos das empresas não foram mencionados. Além dela, exchanges, como Mercado Bitcoin, Ripio e BitPreço também afirmaram estar em contato com dezenas, e às vezes, centenas de empresas que aguardam por pagamentos em criptos.

Brasil segue tendência iniciada por empresas norte-americanas, em 2020

De acordo com as plataformas de negociação de criptoativos, essas empresas também cogitam a possibilidade de comprar Bitcoins para compor suas tesourarias. Tal estratégia já foi adotada pela empresa argentina Mercado Livre, por exemplo, que em maio deste ano confirmou a compra de R$7,8 milhões em Bitcoins no primeiro trimestre de 2021.

Já a Méliuz está no rol das companhias que passaram a ter participação em empresas do ecossistema das criptomoedas. Há, ainda, relatos sobre grandes gestoras de fundos que estão realizando aportes no setor ou até mesmo em criptomoedas, como a Verde e a Leblon.

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Esses investimentos, que apresentam tendência de crescimento no Brasil, estão alinhados com uma movimentação iniciada em 2020 nos Estados Unidos. Por lá, empresas como a Tesla e MicroStrategy já estão utilizando parte de seus caixas para realizar aplicações em bitcoins.

Nos EUA o fator de decisão para esses investimentos foi a chamada reserva de valor. Ou seja, a aposta de que ao longo dos próximos anos o Bitcoin vai perder menos valor que o dólar. Já aqui no Brasil, os motivos que levam as companhias a aderir essa tendência tem um motivo um pouco mais complexo.

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Este é o efeito do chamado “ski in the game”. Basicamente, a expressão em inglês significa se envolver com os mesmos riscos que os consumidores.

Bitcoin
Estimativa é de que nos próximos anos o Bitcoin apresente uma reserva de valor superior a do dólar (Foto: Pixabay)

Startup Yubb busca um portfólio de investimentos diversificado e aposta no Bitcoin

A startup Yubb, por exemplo, iniciou seu investimento em Bitcoins por etapas, no segundo semestre de 2020. A empresa mantém uma prática de vender e recomprar Bitcoins para se ajustar à volatilidade do mercado.

Atualmente, o preço médio de aquisição da criptomoeda pela Yubb é de UU$21.349, o que corresponde a 15% do caixa da satrtup.

“A mensagem é a mesma que vale para a pessoa física: se esse é o ativo mais transformador da atualidade, não faz sentido não termos exposição. Da mesma forma que uma empresa precisa ter um pouco de seu caixa em dólar, ela precisa ter um pouco em bitcoin”, disse Bernardo Pascowitch, presidente e fundador do Yubb, ao Valor Econômico.

Bernardo Pascowitch, CEO do Yubb, revelou o principal motivo que o levou a comprar bitcoins com o caixa da empresa:

“Se a gente trabalha ajudando as pessoas a buscar um portfólio diversificado, precisamos fazer o mesmo com o dinheiro da empresa. E o bitcoin é um ativo muito relevante, talvez com o maior potencial de valorização da nossa geração”, afirmou ao Valor Investe.

Empiricus se espelhou no exemplo de empresas estrangeiras

Já o caso da Empiricus é um pouco diferente, o aporte de R$100 mil, por meio de um fundo da Vitreo — gestora do grupo Universa —, foi realizado no início de 2021. Nesse caso, não foi feita a aquisição de Bitcoins propriamente ditas, mas de cotas de um fundo que aplica na cripto.

“É algo que viemos discutindo e foi natural; já trabalhávamos com criptomoedas desde 2017, e o Felipe [Miranda, estrategista-chefe e um dos fundadores] já tinha sugerido Bitcoin aos assinantes quando o preço estava em US$ 10 mil”, explicou ao Valor Econômico André Franco, sócio e analista de criptoativos da Empiricus.

E acrescentou: “vimos os exemplos lá fora e quisemos nos posicionar como uma empresa envolvida nesse processo. Foi uma quantidade módica para o tamanho da Empiricus, mas foi o que consegui convencer o pessoal”.

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Vale lembrar que a casa de análises da Empiricus foi recentemente adquirida pelo BGT Pactual, com a compra da holding Universa, o que resultou em um negócio de R$690 milhões. Isso pode fazer com que a ação (BPAC11) do banco seja a primeira do Ibovespa com uma conhecida exposição ao Bitcoin.

Apesar dessas movimentações daYubb e Empiricus, o Bitcoin ainda avança de maneira tímida no Brasil. Situação bem diferente a das empresas americanas, como a Tesla, Square e MicroStrategy, que investiram bilhões (de dólares) em bitcoins.

Inclusive, a MicroStrategy conta com uma meta ousada: investir 100% de seu caixa na criptomoeda. Pioneira nesse mercado, a MicroStrategy abriu espaço para uma adoção institucional ao bitcoin, quando anunciou seu primeiro aporte na criptomoeda em agosto de 2020.

Apesar da lentidão nos avanços, empresas se destacam nos investimentos em Bitcoin

Alguns destaques que valem ser destacados foi a integração do Bitcoin pela PayPal e Visa e a listagem da exchange Coinbase na Nasdaq, em 2021. Além disso, o bitcoin saltou de US$10 mil (R$50,6 mil) em outubro de 2020 para US$65 mil (R$329 mil) em abril deste ano.

No Brasil, o caminho tem sido mais lento. Mas há exceções, como a Leblon Equities, que recentemente adquiriu ações da Coinbase – uma exposição indireta ao ecossistema do Bitcoin. A informação foi dada pelo gestor Pedro Chermont em uma edição recente do podcast “Stock Pickers”.

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Segundo apuração do Valor Investe, a Verde também pode ser apontada como uma exceção. A empresa comprou cotas do ETF de criptomoedas da HASH11, recém-listado pela Hashdex na B3, através do fundo multimercado master.

De acordo com um levantamento realizado pelo consultor financeiro Marcelo d’Agosto, colunista do Valor Investe, a participação dos fundos exclusivos é baixa nos três mais volumosos fundos para profissionais do país. São eles:

  • 27% no Hashdex 100 Nasdaq Crypto Index FIM IE;
  • 8% no Vitreo Criptomonedas FIC FIM IE; e
  • 1,5% no Hashdex Bitcoin Full 100 FIC FIM IE.

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