Apple enfrenta acusações por remover aplicativos LGBTQ+ da App Store em 152 países e se defende. Entenda - Programadores Brasil
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Apple enfrenta acusações por remover aplicativos LGBTQ+ da App Store em 152 países e se defende. Entenda

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A Apple está enfrentando críticas por remover aplicativos LGBTQ+ da App Store em 152 países ao redor do mundo. Segundo uma pesquisa publicada por grupos de defesa dos EUA, Fight for the Future, e GreatFire, da China, a Maçã está sendo acusada de não atuar contra a censura de governos. Em contrapartida, a gigante da tecnologia se defende dizendo que, em alguns casos, os desenvolvedores retiram seus apps das lojas para prevenir problemas com a justiça local ou protegerem seus usuários.

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Apple enfrenta acusações por remover aplicativos LGBTQ+ da App Store em 152 países e se defende. (Imagem: 9to5Mac)

No entanto, um relatório publicado na última segunda-feira (14) pelos grupos ativistas sem fins lucrativos, destacou que há 1377 casos em 152 países. Ao todo, 50 apps voltados ao público gay, incluindo os mais populares, se encontram indisponíveis em uma ou mais lojas.

“A maioria das App Stores em que o maior número de aplicativos é bloqueado coincide com países que já estão em posição inferior na lista de direitos humanos para a comunidade queer”, relatou o documento, citando Níger e Coreia do Sul, nos quais houve a legalização da orientação sexual, mas que ainda apresentam altos índices de restrições.

Mas, segundo o diretor de campanha e defesa do GreatFire, Benjamin Ismail, é surpreendente que a China, mesmo sendo conhecida pela censura generalizada, proíba mais aplicativos LGBTQ+ na app Store do que outros que criminalizam a homossexualidade. Ou seja, por lá foram identificados 27 casos, enquanto na Malásia houve registro de apenas sete. No entanto, a Arábia Saudita lidera o ranking com 28 proibições de apps.

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“Supomos que a posição da Apple varia em diferentes países e que a empresa se sente mais confortável em ignorar/recusar/atrasar alguns pedidos de determinados governos em relação a outros”, questionou. Mas, das 10 App Stores mais censuradas, seis estão presentes em regiões da África subsaariana.

Portanto, entre os aplicativos menos disseminados pela App Store estão: “weBelong – Find Your Community” (indisponível em 44 países); “Hinge: Dating & Relationships” (indisponível em 135); “Qutie – LGBT Dating” (indisponível em 115); “Adam4Adam Gay Dating Chat A4A” (indisponível em 80); e “Trans – Transgender Dating” (indisponível em 77).

Defesa da Apple sobre apps LGBTQ+

Por outro lado, a Apple alega que há inconsistências no levantamento realizado pelos ativistas e afirma que não removeu os 27 apps mencionados na China. Além disso, dos 64 divulgados no relatório, apenas quatro tiveram que ser removidos por questões legais. Para esclarecer, os desenvolvedores dos apps é que, geralmente, controlam a disponibilidade de suas soluções.

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Mas, em alguns casos, os responsáveis preferem retirar seus apps das lojas para se prevenir contra problemas com a justiça local ou até protegerem seus usuários, segundo informou a Apple. No entanto, apps como Grindr e Scruff, ambos LGBTQ+, parecem continuar disponíveis no mundo todo.

Em suma, alguns editores que tiveram seus apps derrubados preferiram não levar adiante as queixas contra a Apple por acreditarem que a discussão não iria surtir nenhum efeito. E indo mais além, alguns optaram por não incluir seus apps na China por temerem que isso pudesse causar problemas e, possivelmente, colocar aplicativos inteiros em apuros, inclusive em outros países.


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