Pesquisa revela que 59% das mulheres gamers escondem gênero para evitar assédio e discriminação durante jogos. Confira - Programadores Brasil
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Pesquisa revela que 59% das mulheres gamers escondem gênero para evitar assédio e discriminação durante jogos. Confira

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Mulheres são assediadas constantemente, e no mundo dos jogos também é uma triste realidade. Mesmo que, ao longo dos anos, a presença de gamers femininas esteja aumentando cada vez mais, além de serem a maioria entre os jogadores, o ambiente de hostilidade ao sexo oposto ainda existe.

Segundo uma pesquisa de mercado recente realizada pela Lenovo, 59% das jogadoras disseram que escondem seu gênero quando estão jogando para evitar o assédio. Além disso, as entrevistadas também relataram que além de não falar que são mulheres, elas fingem que são homens ou usam identidade sem gênero, a fim de evitar ao máximo conversa por voz.

Pesquisa revela que 59% das mulheres gamers escondem gênero para evitar assédio e discriminação durante jogos. (Imagem: Shutterstock, Inc.)

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O estudo também mostrou que 77% das mulheres gamers já sofreram algum tipo de comportamento impróprio por parte dos homens durante um jogo. No entanto, os momentos inapropriados vividos de forma direta surgiram em contextos diversos, como por exemplo:

  • Quando homens criticam o desempenho das mulheres (70%);
  • Quando elas são vítimas de gatekeeping. Ou seja, acusadas de estar num local onde não pertencem por “serem mulheres” ou por não terem as capacidades necessárias para jogar (65%);
  • Quando há tratamento de paternalismo/cavalheirismo exagerado, tratando-as como incapazes (50%).

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Mulheres acreditam que é preciso publicidade mais inclusiva de jogos

Outro dado importante obtido pela pesquisa da Lenovo é que 44% das mulheres gamers afirmaram que precisam lidar com “pedidos de relacionamentos não solicitados” durante os jogos. Então, para resolver esse tipo de situação que afeta a grande maioria das jogadoras no mundo dos games, 71% acreditam que é preciso que as empresas responsáveis por movimentar a indústria dos jogos “deem exemplo” e tomem iniciativas para combater os abusos. Um exemplo disso seria fazer “publicidades mais inclusivas”.

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Um dos pontos mais interessantes do estudo é que as mulheres jogam os mesmos tipos de jogos que os homens. Ou seja, 88% das entrevistadas gostam de jogar títulos cooperativos e competitivos. Já 66% preferem mais estilo shooter. Então, questionadas sobre e-sports, 61% das gamers disseram que seria legal ver mais equipes femininas presentes em competições de alto nível.

Em suma, o estudo foi organizado pela Lenovo e conduzido por um grupo de pesquisa de marketing Reach3. Além disso, incluiu opiniões de 900 jogadoras a respeito de assuntos que vão desde discriminação até seus tipos de jogos favoritos. Portanto, o levantamento foi dividido em diversas seções e pode ser visto na íntegra neste link.


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