Executivo da Cellebrite, dona do software que ajudou no caso Henry, defende o uso da ferramenta por autoridades. Confira - Programadores Brasil
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Executivo da Cellebrite, dona do software que ajudou no caso Henry, defende o uso da ferramenta por autoridades. Confira

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Executivo de Marketing da Cellebrite fala sobre polêmicas de invasão de privacidade e abuso de autoridade envolvendo o uso da ferramenta Cellebrite Premium, a mesma que ajudou a polícia a reunir evidências no caso do menino Henry.

Apesar de não ser a primeira vez que o Brasil requisita a ferramenta, o Cellebrite Premium ganhou destaque nacional nas últimas semanas após ajudar nas investigações do caso Henry, que completaria 5 anos na última segunda-feira (3).

Assim, dada a repercussão, o jornal G1 entrevistou o executivo de Marketing da dona do programa, Mark Gambill, a cerca do uso por autoridades.

O tema é sensível e causa polêmica uma vez que o Cellebrite Premium promete ser capaz de vasculhar celulares e extrair dados dos aparelhos, mesmo que as informações tenham sido apagadas.

Para entender como o programa ajudou a polícia do Rio de Janeiro a recuperar informações importantes para a composição do caso confira nossa matéria: Software israelense de uso exclusivo de autoridades policiais é utilizado na investigação do caso Henry.

Algumas organizações vêm trazendo ponderações a cerca da disponibilização do software para uso indiscriminado, como aplicação em vazamentos ilegais e consequente invasão de privacidade ou mesmo abuso de autoridade.

Mas, contra isso, Gambill argumenta que “Se formos vítimas de um crime, gostaríamos que a polícia pudesse usar toda a tecnologia à disposição para descobrir quem fez isso e resolver o caso”.

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Ao mesmo tempo o executivo admite uma certa distribuição em quantidade das ferramentas da Cellebrite: “Nossa organização tem clientes ao redor do mundo, são quase 670 clientes, predominantemente autoridades públicas”

Cellebrite Premium esteve envolvido em supostos casos de abuso de autoridade

Cellebrite

Entretanto o fato é que o software israelense já esteve envolto em dois grandes incidentes polêmicos. O primeiro aconteceu em 2017, quando o site americano Vice relatou ter recebido vazamentos com origem no Cellebrite Premium. Esta informação é real, com a confirmação da própria companhia.

Já em 2019, o jornal Washington Post denunciou que o programa foi utilizado pelo governo de Mianmar para invadir os celulares de dois jornalistas da Reuters. Na ocasião, as autoridades do país alegaram que os profissionais violaram leis de segredo do Estado.

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Além disso, mais recentemente, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, nos EUA, também denunciaram invasões a celulares de jornalistas nos países de Nigéria e Gana, em 2019 e 2020, respectivamente.

Apesar das denúncias, Mark Gambill diz que a empresa de segurança cibernética é seletiva enquanto a distribuição do programa. “Trabalhamos estreitamente em Israel com o Ministério da Defesa que identifica países malfeitores. A mesma coisa vale nos EUA”.

Por fim, Gambill dá conselhos de como as autoridades brasileiras poderiam regulamentar o uso da ferramenta Israel:

“É preciso pensar em políticas de uso [no Brasil]. De a polícia começar, por exemplo, a catalogar as instâncias em que utiliza esse tipo de informação extraída e que isso seja tornado público. Além de regulamentações para dizer o que pode ou não pode se fazer com os dados obtidos a partir dos celulares, para que as informações não sejam mantidas ou alimentem um banco de dados”.

Com informações: G1


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