Cellebrite Premium: Software israelense de uso exclusivo de autoridades policiais é utilizado na investigação do caso Henry. Saiba mais - Programadores Brasil
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Cellebrite Premium: Software israelense de uso exclusivo de autoridades policiais é utilizado na investigação do caso Henry. Saiba mais

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A polícia do Rio de Janeiro utilizou uma ferramenta digital israelense, chamada Cellebrite Premium, para dar sequência às investigações sobre o caso do vereador Dr. Jairinho e a professora Monique Medeiros. Ambos estão envolvidos na morte de Henry Borel, de quatro anos, morto em 8 de março. As autoridades, portanto, tiveram a ajuda do software para apurar mensagens e outros dados apagados dos celulares dos investigados para esclarecer os eventos que levaram o menino à óbito.

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O Cellebrite Premium é um programa criado especialmente para computadores. Além disso, foi pensado para uso exclusivo de autoridades policiais. Inclusive, a ferramenta foi crucial para conseguir o desbloqueio dos celulares que estão em posse dos policiais, que vão investigar minuciosamente as informações contidas nos aparelhos, podendo até encontrar rastros de arquivos já apagados.

O software é um serviço da empresa israelense Cellebrite, especialista em dispositivos e programas para extração de dados, desenvolvido para auxiliar em investigações. Mas, sua disponibilidade é limitada e não está isento de falhas.

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No entanto, segundo a desenvolvedora, o software é capaz de desbloquear celulares com Android e iOS, com suporte em laboratório, através de especialistas com certificação em inteligência digital. Mas, por ter um potencial altamente nocivo, a comercialização do software é feita apenas para autoridades policiais.

Como funciona o Cellebrite Premium?

Cellebrite Premium: Policiais utilizam software israelense exclusivo na investigação do caso Henry. (Imagem: Bohed/Pixabay)

O funcionamento do Cellebrite Premium é tratado, exclusivamente, como segredo comercial. No entanto, pode-se afirmar que a ferramenta é um compilado de técnicas e métodos que exploram brechas de segurança nos sistemas operacionais. E, portanto, precisam ser atualizadas frequentemente.

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Por isso, dependendo da aplicação, o serviço utiliza uma combinação entre soluções em software e hardware para o desbloqueio do telefone ou extração de informações do aparelho. Essas medidas, no entanto, são semelhantes às ferramentas mais comuns usadas na manutenção de computadores e de discos rígidos. Por exemplo, elas aproveitam rastros deixados pelos arquivos.

Além disso, o software Cellebrite Premium precisa assegurar que as informações estejam sendo coletadas sem que haja violação de sua integridade. Isso serve para que a validade jurídica das provas continue preservada. O método, no entanto, não pode apresentar possibilidade de manipulação de dados ou qualquer alteração que prejudique sua autenticidade como evidência.

Métodos precisam ser tratados com sigilo

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Nenhuma empresa que desenvolve ferramentas de perícia digital pode expor suas tecnologias. Ou seja, elas precisam preservar o seu produto para evitar que chegue em mãos erradas. Portanto, se a técnica de desbloqueio de celulares estiver ao alcance de criminosos, as informações de todos os celulares sob sua posse poderão ficar expostas.

Por outro lado, a divulgação abriria portas para que mais desenvolvedores criassem ferramentas ainda mais eficientes e aperfeiçoadas de interesses escusos. Mas, também existe a questão da preservação do programa para a companhia. Caso ela exponha as brechas descobertas às fabricantes de celulares, certamente elas serão obrigadas a corrigi-las; tornando assim o seu produto obsoleto.

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Recuperando dados apagados com Cellebrite

Discos rígidos, SSDs e memórias para celular possuem similaridades na maneira em que tratam dados. Por exemplo, informações são salvas com endereços na memória, com referências para acesso pelo sistema operacional. Mas, ao serem apagadas, o sistema identifica sua localização como livre, para que seja sobreposta por outros arquivos.

Então “por que não apagar os dados e criar novos?”, fica o questionamento. A resposta é simples: Está na preservação do componente e consumo de energia. Ou seja, quanto mais operações são realizadas na memória, mais afetada será a sua vida útil. É por isso que poupar o componente de “escrever” duas vezes para apagar e gravar mais informações ajuda a manter o bom desempenho, além de tornar o processo de exclusão praticamente instantâneo.

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Por exemplo, se o usuário mover ou excluir uma foto ou arquivo pequeno do computador ou celular e o dispositivo estiver com boa performance, o processo será quase imperceptível. Isso acontece por conta da estratégia de gerenciamento de memória, que poupa o armazenamento de processos desnecessários e altera apenas seu endereço no diretório ou marca sua “localização” como disponível para outros documentos.

Mas, essa prática não é segredo para técnicos de informática, engenheiros ou peritos. Existem diversos softwares, alguns até gratuitos, que conseguem extrair esse tipo de informação que já tenha sido apagada do computador ou celular. Eles utilizam o método de gerenciamento de memória, no caso.

Mas, o que a perícia digital conseguiu no caso do menino Henry?

Com o Cellebrite Premium, policiais recuperaram diversas capturas de tela que mostram conversas entre a mãe e a babá da criança. (Imagem: Reprodução/Polícia Civil do Rio de Janeiro)

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A partir de investigações com o Cellebrite Premium, os policiais recuperaram diversas capturas de tela que mostram conversas entre a mãe e a babá da criança. Nas provas, constam que ela suspeitava das agressões de Jairinho contra Henry.

Então, o celular da babá também foi apreendido nesta quinta-feira (8), e vai passar pelo mesmo processo de investigação. O vereador e a mãe do menino, portanto, tiveram suas prisões decretadas no mesmo dia. Eles são suspeitos de terem envolvimento direto com a morte do menino de quatro anos. O fato ocorreu após terem seus aparelhos telefônicos secundários igualmente confiscados.


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