Adolescente aprende programação usando celulares quebrados em casa, viraliza na internet e se torna programador de grande empresa de pagamentos. Entenda a história - Programadores Brasil
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Adolescente aprende programação usando celulares quebrados em casa, viraliza na internet e se torna programador de grande empresa de pagamentos. Entenda a história

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O adolescente Cezar Pauxis se tornou autodidata em programação. E, aos 17 anos, chegou a ser disputado por grandes empresas de tecnologia, depois que um tuíte seu viralizou na internet. Mas, essa história não começou daí. Desafiando a lógica e a pobreza, o paraense utilizava aparelhos eletrônicos quebrados e usados para aprender a programar. Então, recentemente, seu caso ganhou visibilidade e, hoje, ele é contratado por uma das maiores empresas de pagamento, o PicPay.

“Tinha um aparelho que esquentava tão rápido que eu precisava colocar no congelador. Mas, em outros eu só conseguia usar parte da tela”, relatou Pauxis sobre seu relacionamento com seus telefones celulares usados para programar.

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Na base do improviso e da perseverança, o adolescente Cézar Pauxis aprendeu programação nesta mesa. (Imagem: Cézar Pauxis/BBC)

No entanto, foi em meio a “gambiarras” e muita perseverança que o menino resolveu escrever um tuíte. O fato ocorreu já no fim de 2020 quando diversos profissionais da área de tecnologia então ficaram sabendo da história de Cezar Pauxis.

“Me chamo Cezar Pauxis, tenho 17 anos e estudo programação no celular desde 2017. A última vez que tive computador em casa foi aos 5 ou 6 anos de idade (e teve 2 semanas que eu fiquei com um netbook defeituoso que minha irmã me deu, netbook cujo o HD e bateria não funcionavam). Eu estou postando aqui após recomendações de amigos, mas como não uso muito o Twitter, estou inseguro sobre fazer algo errado, tomara que isso saia uma thread mesmo”, tuitou Pauxis.

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Repercussão

Em questão de dias, a thread então viralizou. Ao superar mais de 90 mil curtidas e 20 mil compartilhamentos, o seu tuíte resultou em diversas doações. Mas, não foi apenas isso que despertou atenção dos internautas. O seu caso repercutiu também entre as empresas de tecnologia que se interessaram pelo perfil profissional do garoto.

Então, Pauxis recebeu várias propostas de trabalho, incluindo uma da PicPay. Esta, inclusive, foi a empresa de pagamentos eletrônicos que estava sendo usada para a vaquinha virtual do adolescente.

Com sede em Vitória, no Espírito Santo, a PicPay se surpreendeu com o talento de Pauxis.

Aprender programação do zero, nas condições que o Cezar tinha, é muito difícil. Então, quando ele contou sua história no Twitter, a comunidade tech passou a acompanhar,” disse Diogo Carneiro, diretor técnico da Picpay.

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Desde 1º de março, Cezar Pauxis, portanto, é um dos mais novos contratados da empresa, na função desenvolvedor. E realiza seu trabalho, remotamente, de Belém. Além disso, o garoto mora sozinho em um apartamento, já que a família vive há alguns anos no interior do Maranhão.

Pauxis foi contratado pela PicPay, uma das maiores empresas de pagamentos digitais do Brasil. (Imagem: Picpay /BBC)

Mais ajuda

Como este tipo de história de superação e determinação não costuma ser esquecida, ela chegou até ao site Razões para Acreditar. O projeto organiza doações para pessoas que consideram inspiradoras.

Depois disso, uma nova vaquinha virtual arrecadou, em janeiro, mais fundos para Cezar Pauxis. O valor arrecadado de R$ 80 mil será aplicado na obra da casa de sua família. Além disso, o adolescente também demonstrou interesse em usar parte da verba para fazer um curso formal de programação.

“Tenho criado projetos com programação todos esses anos sempre somente em celulares quebrados. Mas é o que eu amo fazer e sempre fiz de graça simplesmente para poder ajudar os usuários, por isso relutei em pedir doações ou cobrar pelo serviço.”

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Começou cedo

O paraense aprendeu a ler aos três anos de idade, e aos 14, começou a se interessar pelos chamados “bots”, ou seja, aplicações autônomas que rodam na internet enquanto desempenham algum tipo de tarefa pré-determinada.

Mesmo com todos os obstáculos dos aparelhos problemáticos que usava, Pauxis ainda conseguiu criar dois bots para o Telegram que respondiam pesquisas.

Por muito tempo, o adolescente escondeu sua história por medo e vergonha em pedir ajuda. Até que o inevitável aconteceu, e sua vida pôde dar um salto. Agora, ele serve de inspiração para muitos outros jovens também.

“Eu gosto da ideia de inspirar e motivar outras pessoas a não desistir. Queria que elas vissem também que a gente não precisa de muita coisa para seguir um sonho. […] Muita gente tem celulares ou outros equipamentos que às vezes estão largados em alguma gaveta. Elas poderiam doar esses equipamentos, pois isso pode ajudar demais quem precisa,” acrescentou.

(Fonte: BBC)


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