Governo da África do Sul lança seu próprio navegador apenas para reativar suporte ao Adobe Flash Player. Saiba mais - Programadores Brasil
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Governo da África do Sul lança seu próprio navegador apenas para reativar suporte ao Adobe Flash Player. Saiba mais

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O Serviço de Receitas da África do Sul (SARS) teve um grande problema no início do ano: o Adobe Flash Player parou de funcionar em 12 de janeiro, e a agência ainda não havia migrado todos os seus formulários de arquivamento eletrônico de Flash para HTML e JavaScript. Então, para “consertar” o problema, o SARS decidiu lançar seu próprio navegador personalizado com um plugin Flash funcional, pré-instalado e habilitado.

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No entanto, há mais de três anos, a Adobe anunciou um cronograma para o fim do Flash. O plugin estava programado para deixar o suporte em dezembro de 2020, e parou de funcionar, definitivamente, em 12 de janeiro de 2021. Mas, como o SARS não conseguiu migrar seus sites para HTML5 a tempo, teve que dar seu jeito para receber as declarações de impostos online.

Governo da África do Sul lança seu próprio navegador apenas para reativar suporte ao Adobe Flash Player. (Imagem: ZDNET/Reprodução)

SARS Browser

Então, encontraram uma solução. A empresa lançou seu próprio navegador que reativou suporte ao Flash, e começou a funcionar em 25 de janeiro. O “SARS Browser” é uma versão bem simples do Chromium, um projeto de código aberto que a Google utiliza com o Chrome.

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Para esclarecer, a agência governamental explicou que só vão utilizar o software alternativo empresas e contribuintes que precisam preencher e enviar declarações ao órgão. O navegador ficará disponível até concluírem a migração para a nova plataforma. Mas, outro detalhe importante é que ele só funciona para o site do SARS, e não serve para navegar na internet de maneira geral.

Insegurança do navegador

Por outro lado, o navegador SARS não parece ser muito seguro. Segundo o site especializado ArsTechnica, é preciso instalar um plugin problemático no computador que parece não ser do próprio país. Análises do arquivo changelog.txt apontaram que os responsáveis pela criação do navegador seriam cinco desenvolvedores russos. Outra possibilidade também é que seja um navegador da Rússia funcionando em modo quiosque, ou seja, criado para atender ao público local.

Além disso, o navegador só funciona no Windows, o que dificulta também a acessibilidade aos demais sistemas, como Mac e Linux. Desta forma, precisam recorrer a emuladores de flash como o Ruffle, por exemplo.


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