Após décadas de estudos, cientistas chegam à conclusão de que o universo tem cerca de 13,7 bilhões de anos. Saiba mais - Programadores Brasil
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Após décadas de estudos, cientistas chegam à conclusão de que o universo tem cerca de 13,7 bilhões de anos. Saiba mais

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Um estudo realizado pelo Atacama Cosmology Telescope (ACT), no Chile, sugere que o universo tem 13,772 bilhões de anos. O artigo foi publicado em dezembro de 2020. Embora, compartilhe de algumas medições anteriores feitas de modo semelhante, o estudo reforça uma diferença crescente nos cálculos feitos com outros métodos. A margem de erro para este resultado é de 39 millhões de anos para mais ou menos.

Estudo realizado pelo Atacama Cosmology Telescope (ACT), no Chile, sugere que o universo tem 13,772 bilhões de anos. (Imagem: ESA/Hubble & NASA)

Um dos maiores desafios da cosmologia atual é justamente este tema. Pois todos os métodos utilizados para medir a idade do universo estão corretos, são de alta precisão e contam com equipamentos eficazes. Mas, todos apresentam resultados distintos, o que significa que existe algo fundamental que os cientistas não estão conseguindo descobrir na pesquisa.

Uma equipe mediu os movimentos das galáxias em 2019 e concluiu que o universo é centenas de milhões de anos mais novo do que a equipe do Planck (satélite da Agência Espacial Europeia) havia divulgado em 2009. Então, a partir dessa diferença, um novo modelo seria necessário para os estudos da cosmologia. Afinal, ele é usado, atualmente, para realização de muitas pesquisas sobre o cosmos.

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Novo estudo do ACT

Como o novo estudo realizado com o ACT sustenta as medições do Plank, torna-se um certo alívio. Mas, por outro lado, o problema ainda não está resolvido. Por mais que a idade do universo seja, de fato, 13,772 bilhões de anos, é importante descobrir o que houve de errado com os cálculos anteriores. Ou seja, o mais necessário é saber identificar por que as diferenças nos resultados ocorreram.

A análise da radiação cósmica de fundo em micro-ondas (CMB, em inglês) foi o método usado tanto pela Plank quanto pelo ACT. Trata-se de uma radiação tão antiga quanto o próprio cosmos, como um fóssil da luz de uma época em que o universo era quente e denso, apenas 380 mil anos após o Big Bang. O CMB revela muitas informações sobre a época em que o universo ainda era jovem, pois ele está em todos os lugares.

Através deste método, os cientistas também podem medir a taxa de expansão do universo, ou Constante de Hubble, outro número que tem confundido os pesquisadores astrônomos. O CMB mostra uma taxa de expansão de 67,6 km/s/Mpc (um megaparsec, abreviado como Mpc, é igual a 3,26 milhões de anos-luz), outros métodos de medição — como a observação de supernovas em galáxias distantes ou de lentes gravitacionais — encontraram resultados ligeiramente diferentes, como 73 km/seg/Mpc.

A radiação cósmica de fundo mostra diferenças na temperatura, mas não se engane pelos tons vermelhos e azuis. As diferenças são muitíssimo pequenas (Imagem: Reprodução/NASA/ WMAP Science Team)

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Pesquisadores atrás do erro

Apesar da proximidade dos números, a diferença deixa claro que algo deve estar errado, embora os cálculos sejam todos precisos. Na verdade, nunca houve métodos e instrumentos com tanta precisão como existem hoje em dia. A necessidade dos cientistas agora é descobrir onde está o erro e poder criar modelos cosmológicos cada vez mais exatos.

Olhar para o CMB significa estudar o cosmos quando ele tinha menos de um milhão de anos, enquanto observar outros objetos, como supernovas e lentes gravitacionais, significa olhar para o universo já com alguns bilhões de anos. Isso traz uma conclusão complexa que diz respeito à taxa de expansão do universo, que talvez possa não ser tão constante como acreditam e tenham mudado durante esse tempo.

Mas, ainda é cedo para descobrir o que ficou equivocado nesta conclusão, já que não parece haver nada de errado. O que pode ter acontecido foi a forma de interpretar os dados. E isso já está sendo observado. Se, realmente, a taxa de expansão do universo mudou ao longo dos bilhões de anos, os cientistas agora terão um trabalho a mais para desvendar como e por que isso aconteceu. No entanto, eles poderão dormir tranquilos caso confirmem que os métodos de medição que usaram até hoje estavam corretos.

Fonte: Cornell Chronicle, Bad Astronomy


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