Cientistas podem ter encontrado solução para retardar envelhecimento e até doenças, como Alzheimer. Entenda - Programadores Brasil
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Cientistas podem ter encontrado solução para retardar envelhecimento e até doenças, como Alzheimer. Entenda

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Será possível reverter o envelhecimento do cérebro? Foi o que um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriu. Os cientistas podem ter encontrado um jeito de realizar tal tarefa e restaurar as células da mente, responsáveis pelo envelhecimento. A solução inclui até “atrasar” o surgimento de doenças relacionadas à idade, como Alzheimer, alguns tipos de câncer e problemas do coração, por exemplo.

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Cientistas podem ter encontrado solução para retardar envelhecimento e até doenças, como Alzheimer. (Imagem: Pixabay)

A pesquisa foi comandada pela professora de neurologia Katrin Andreasson que, junto com os cientistas, realizou testes em ratos idosos através de um método capaz de reverter o seu envelhecimento mental. Eles partiram do pressuposto de que existe uma inflamação no cérebro responsável pelo processo que faz as células envelhecerem. Mas, células humanas também foram usadas nos testes laboratoriais.

Segundo a instituição californiana, os biólogos têm uma teoria de que reduzir essa tal inflamação pode permitir o retardo de todo o processo de envelhecimento, o que atrasaria também o surgimento de doenças, até mesmo a fragilidade do corpo e o declínio cognitivo.

O que os pesquisadores de Stanford conseguiram fazer foi bloquear o processo que leva determinadas células imunológicas a acelerar as inflamações no organismo. Essa descoberta pode levar à recuperação das habilidades mentais nos idosos, com a utilização de medicamentos.

Sobre a célula mieloide

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A professora de Stanford Katrin Andreasson liderou a equipe de pesquisa responsável por descobrir solução para retardar envelhecimento. (Imagem:  Universidade de Stanford/Divulgação)

Um tipo de célula imunológica chamada mieloide, encontrada no cérebro, tecidos periféricos do corpo e sistema circulatório, está relacionada com o envelhecimento, é o que informou a pesquisa. Além de lutar contra invasores do organismo e de limpar células mortas e demais detritos, ela fornece nutrientes para outras células e monitora patógenos.

Mas, com o passar do tempo, as mieloides entram em atividade acelerada e extrapolam suas funções normais de proteção, o que pode causar inflamação e danos colaterais aos tecidos. Sabendo disso, os pesquisadores bloquearam a interação entre um hormônio específico (PGE2) e um receptor abundante nelas (EP2), para evitar o início das atividades inflamatórias.

Este simples bloqueio foi o suficiente para “restaurar o metabolismo juvenil e o temperamento plácido de células mieloides humanas e de camundongos”, levando à reversão do declínio mental causado pela idade nos ratos mais velhos, segundo informou Andreasson.

Como consequência, o procedimento permitiu restaurar a memória e as habilidades de orientação espacial dos camundongos testados a níveis comparáveis com os apresentados pelos animais mais jovens.

A descoberta pode, futuramente, levar à produção de remédios que retardariam o surgimento de doenças relacionadas à idade, como Alzheimer. (Imagem:  Pixabay)

Testes em humanos

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Para os testes, os cientistas utilizaram duas drogas experimentais para tentar bloquear a interação PGE2-EP2 e, assim, retardar o envelhecimento das células. Porém, apenas uma delas foi eficaz na tarefa, mesmo não tendo penetrado na barreira hematoencefálica, demonstrando que a pesquisa pode ser promissora.

Apesar disso, os estudos clínicos ainda não podem ser realizados com humanos, até porque esses compostos não foram aprovados para testes em pessoas, pois podem apresentar efeitos colaterais tóxicos.

Uma das possibilidades é que estes estudos possam servir de base para a produção de outros medicamentos mais seguros para futuros testes em humanos, na tentativa de verificar se é possível reverter o envelhecimento cerebral no homem.

Se isso se confirmar, o método poderá ser usado futuramente para desenvolver drogas inovadoras, que serão capazes de retardar ou até reverter condições como Alzheimer e demência, além de doenças surgidas no processo do envelhecimento.


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