Ataques virtuais crescem 50% com o aumento do home office
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Ataques virtuais crescem 50% com o aumento do Home Office

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Ataques virtuais crescem 50% com o aumento do home office

A Megatelecom, companhia que atua nos mercados de provimento de acesso à Internet e soluções de TI, identificou um aumento de 50% nos ataques virtuais a empresas nesse momento de quarentena.

O crescimento foi constatado durante monitoramento constante que faz de seus clientes – inclusive para evitar que as invasões se concretizem – apontando que o avanço foi proporcional ao aumento do tráfego na rede, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Crescimento de ataques virtuais

O CEO da empresa, Carlos Eduardo Sedeh, explica que a pandemia obrigou empresas que não estavam preparadas, não dispunham de ambientes de acesso estáveis fora do ambiente do escritório a improvisarem, estando propícias a diversos tipos de ataques virtuais.

“Nenhuma companhia tinha contingência para uma situação dessa magnitude. Com a necessidade do teletrabalhoas pessoas começaram a acessar arquivos e servidores de casa, sem a segurança ideal para realizar o acesso.” conta conta Carlos Eduardo Sedeh.

“Devido a isso, a vulnerabilidade das redes das empresas aumentou muito. Ao utilizar uma conexão VPN – que liga dois computadores através de uma rede pública, como a Internet – a fim de permitir que o colaborador acesse o ambiente virtual da companhia, abre-se uma porta de acesso que, se não estiver bem protegida, permitirá um provável ataque.

Isso porque, muitas vezes, esse acesso parte de um roteador com políticas frágeis de segurança e um link de internet residencial, igualmente desprotegido”, continua.

[+] Segundo MCom, 16 capitais brasileiras já podem operar o 5G em julho. Entenda

E para o executivo, as operadoras têm um papel importante nessa proteção dos dados das empresas, porque é por meio delas, de seus links, que todas as informações passam, são as operadoras que fazem toda essa transmissão – onde se propaga e recebe os ataques virtuais.

Com base nos números do World Economic Forum (pré COVID-19), mais de 74% das empresas em todo o mundo serão violadas em 2020, o que representará potenciais perdas na ordem de US﹩ 3 trilhões por crimes cibernéticos.

“E o número de ataques, com o isolamento social, cresceu de forma consistente. Por isso, optamos por seguir as melhores práticas de segurança da informação. Atualmente estamos em processo de homologação para a ISO 27001.”, explica o CEO da Megatelecom.

“Somos parceiros dos principais fornecedores mundiais de soluções de Firewall, de mitigação de ataques massivos, os chamados DDoS (Distributed Denial of Service, em inglês) – que tem densidade e servem para derrubar a rede do cliente, tirando um site do ar, por exemplo”, continua.

Ainda não está claro qual será o mundo, após a COVID-19. Tudo aponta para que seja estabelecido um “novo normal”, onde pessoas trabalharão de forma mais remota.

Nesse sentido, é muito necessário que as empresas tenham políticas que contemplem os processos e acessos do colaborador.

A companhia precisa dispor de um protocolo, seguindo as melhores práticas, mantendo portas de acesso seguras, com equipamentos que garantam que a informação fique íntegra e não seja manipulada no fluxo de uso, algo que deve ser observado também em relação a operadora que fornece a conexão à internet.

[crp]


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