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O que é, o que faz o Profissional Freelancer?

3 Minutos de Leitura

A palavra FREELANCER nasceu do termo ‘lanceiro livre’ e remonta aos tempos medievais, quando um cavaleiro mercenário tinha sua lança livre (free lance) e colocava sua arma a disposição do nobre que lhe pagasse mais para usá-la na guerra a seu favor.

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Sir Walter Scott foi o primeiro a usar o termo em seu livro Ivanhoe, escrito em 1819.

A origem da palavra possui uma clara conexão visual com as ferramentas dos soldados mercenários e sua capacidade ilimitada para vender seu trabalho a diferentes compradores.

Esses conceitos não mudaram muito com o tempo

Os cavaleiros de outrora, são hoje os profissionais autônomos que dispõem de seus tempos livres, oferecendo sua força de trabalho em tempo parcial ou integral a vários empregadores.

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Suas habilidades são suas armas de guerra, e neste cenário, o conhecimento e a disciplina contam muitos pontos a favor desses profissionais, qualificando-os a conseguir sempre boas demandas e assegurar trabalhos constantes.

Mas diferente da dura realidade dos lanceiros livres dos tempos medievais, que tinham de sobreviver às mortíferas investidas de inimigos externos, alguns dos maiores desafios que o profissional freelancer de hoje precisa vencer, para se manter vivo no mercado, são de ordem interna como: a organização pessoal, o gerenciamento de prazos, o relacionamento com o cliente e a gestão financeira.

A crise do mundo corporativo moderno

O rápido avanço tecnológico das últimas décadas trouxe profundas transformações na sociedade e um novo cenário mundial se desenhou com o estopim da revolução tecnológica e do conhecimento.

As relações de trabalho tradicionais ficaram obsoletas. Alguns aspectos dessas relações como: modelos de hierarquias verticalizadas, políticas de carreiras limitadas, falta de autonomia no emprego e rigidez no cumprimento de horários, tem sido um desafio nas relações trabalhistas dentro das organizações modernas.

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Hoje vivemos em realidades digitais, dinâmicas, colaborativas e cheias de possibilidades, e muitos tem dificuldades para se enquadrar profissionalmente nessas estruturas engessadas e sentem-se instigados a trilhar caminhos próprios.

O outro lado da moeda

O mercado começa aos poucos a despertar para essa nova realidade. As facilidades das novas tecnologias e telecomunicações tem feito com que as empresas reformulem seus conceitos de empregos e uma gama de novas oportunidades tem surgido para trabalhadores colaboradores ou freelancers atuarem em mercados de projetos.

É bom para as empresas, que reduzem seus custos com quadro de funcionários fixos, impostos, infra-estrutura e passam a demandar a mão de obra de profissionais que trabalham remotamente de suas casas em esquema de home-office.

Empresas como a IBM contratam serviços freelancers para desempenharem tarefas específicas, como a criação de softwares. A Apple já pagou mais de 7 bilhões de dólares aos cerca de 300.000 profissionais autônomos dedicados a desenvolver aplicativos para o iPhone e a Google vem estimulando da mesma forma profissionais independentes para o desenvolvimento dos mais de 800.000 aplicativos para seu sistema Android.

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Estamos à beira de um novo mundo do trabalho, em que muitas organizações não terão mais um centro — ou, mais especificamente, em que teremos quase tantos “centros” quanto pessoas.

Thomas W. Malone, Professor da MIT, nos EUA, pesquisador e autor do livro “O Futuro dos Empregos”

A profissão freelancer está em alta no mundo

O mercado de freelancers cresceu mais de 50% nos últimos cinco anos , segundo uma consultoria de negócios americana e movimentaram meio bilhão de dólares em 2014 só nos Estados Unidos, num total de quase três milhões de projetos independentes.

Os EUA lideram com metade do mercado. A segunda colocação é ocupada pela Índia, com uma fatia de 25% do mercado mundial. O Brasil junto com outros países ocupam os 25% restante.

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Nos EUA, de cada 9 trabalhadores 3 dedicam-se a trabalhos independentes. Isso representa 34% da força de trabalho, cerca de 53 milhões de americanos, segundo o Freelancers Union e chegará a 50% até 2020.

Via: Profissão Freelancer.


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