Justiça norte-americana suspende contrato de US$ 10 bilhões entre Pentágono e Microsoft - Programadores Brasil
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Justiça norte-americana suspende contrato de US$ 10 bilhões entre Pentágono e Microsoft

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A Justiça norte-americana decidiu nesta 6ª feira (14.fev.2020) suspender um contrato de US$ 10 bilhões entre o Pentágono e a Microsoft. Firmado em outubro, o acordo consiste no fornecimento de serviços de armazenamento em nuvem por parte da gigante de tecnologia.

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A suspensão atende a um pedido da Amazon, que se sentiu lesada ao perder a licitação para a empresa de Bill Gates. Segundo Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, o presidente Donald Trump usou sua influência para prejudicá-lo na licitação junto à sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

À época da vitória da Microsoft, um porta-voz da Amazon disse que a empresa estava “surpresa pela conclusão” do processo de escolha e anunciou que contestaria na Justiça.O republicano já criticou publicamente Bezos e a Amazon diversas vezes.

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Além disso, o empresário também é dono do jornal Washington Post, constantemente atacado pelo presidente pela cobertura crítica ao seu mandato.No dia seguinte ao Senado livrar Trump das duas acusações que compunham processo de impeachment, o mandatário exibiu a capa do Post com a manchete “Trump inocentado”.Mesmo com a liminar concedida contra o acordo entre o governo e a Microsoft, Bezos ainda pode perder o processo.

A juíza do caso, Patricia Campbell-Smith, determinou que o dono da Amazon deve pagar US$ 42 milhões caso a paralisação do acordo seja derrubada. Apesar de conceder a liminar a Bezos, a magistrada decidiu não opinar sobre o mérito dos questionamentos.Por outro lado, o Departamento de Defesa negou influência de Trump.

De acordo com o secretário Mark Esper, o Pentágono tomou a decisão de maneira justa e sem influências externas. A companhia de Bill Gates também criticou a decisão. Disse que “tem confiança no Departamento de Defesa” e que “acredita que os fatos mostrarão que a empresa participou de um processo detalhado e justo”.

O conflito entre os 2 homens mais ricos do mundo e o presidente dos Estados Unidos começou antes da decisão da licitação.O processo foi marcado por alegações de conflito de interesse e colocou os principais representantes das gigantes da tecnologia Microsoft, Amazon, Oracle e IBM uns contra os outros.

Além disso, as empresas foram alvo de críticas por parte de funcionários contrários à realização de negócios com o governo.O Google foi o único que decidiu não concorrer ao contrato. Alegou que poderia entrar em conflito com seus princípios de ética em Inteligência Artificial.Inicialmente, estimava-se que a Amazon seria a única vencedora do acordo. Com a especulação, a Oracle e a IBM recuaram com as próprias ofertas e protestaram formalmente contra o processo de licitação, em 2018.

A Oracle chegou a contestar o processo no Tribunal Federal, mas perdeu.Em meio ao conflito, Trump, que já fazia ataques públicos à Amazon e ao seu fundador, Jeff Bezos, questionou se o processo era justo.Em julho, o republicano disse a jornalistas que estava recebendo reclamações de empresas em relação à possibilidade do contrato da Amazon com o Pentágono. Segundo ele, as empresas alegaram que o processo de licitação não era competitivo e que, devido a isso, seu governo iria dar uma “olhada muito longa” nos trâmites.

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A Microsoft se posicionou como amiga do Exército norte-americano. O presidente da empresa, Brad Smith, chegou a dizer que há muito tempo a Microsoft fornece tecnologia para as forças armadas e continuaria a fornecer, apesar de críticas dos funcionários. O CONTRATO JEDI. O contrato da Nuvem de Infraestrutura de Defesa Corporativa Conjunta (Jedi – Joint Enterprise Defense Infrastructure), que vale por 10 anos, faz parte de uma modernização digital mais ampla do Pentágono, com o objetivo de dar ao Exército melhor acesso a dados e à nuvem a partir do campo de batalha e outros locais remotos.

O sistema Jedi será capaz de armazenar e processar grandes quantidades de dados classificados, permitindo que os militares dos EUA usem inteligência artificial para acelerar o planejamento de guerra e a capacidade de combate.

Via: Poder 360

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