Whatsapp processa empresa por explorar falha no aplicativo - Programadores Brasil
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Whatsapp processa empresa por explorar falha no aplicativo

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O WhatsApp entrou com uma ação contra a empresa israelense cibernética NSO Group por essa ter explorado uma vulnerabilidade no app de mensagens criptografadas para infectar mais de 1.400 telefones com vírus.

De acordo com a Bloomberg,  de janeiro de 2018 a maio de 2019, a NSO criou contas falsas do WhatsApp usando números de telefone de diferentes países e usou essas contas para fazer chamadas que implantavam vírus em aparelhos de “advogados, jornalistas, ativistas de direitos humanos, dissidentes políticos, diplomatas e outras autoridades governamentais estrangeiras” por meio, repetimos, de uma falha no app conhecida como “servidor remoto”.

Entenda

O erro, conhecido como  CVE-2019-3568 já foi corrigido. Em maio deste ano, o WhatsApp afirmou que acreditava que a empresa trabalhava para governos a fim de descobrir possíveis motins e coisas do tipo. 

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A NSO cria vírus poderosos. Um deles, é capaz de dominar smartphones alheios. A empresa disse que suas ferramentas são vendidas apenas a governos legítimos para fins como antiterrorismo e combate ao crime organizado transnacional. Mas seu CEO, Shalev Hulio, admitiu usá-los para atacar jornalistas e advogados. 

 A NSO não comenta clientes específicos, mas o Citizen Lab, com sede em Toronto disse que “identificou um total de 45 países onde os operadores da Pegasus podem estar realizado operações de vigilância, incluindo pelo menos 10 operadoras da Pegasus  parecem estar ativamente envolvidos em operações cruzadas de vigilância entre fronteiras”.

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O Citizen Lab também associou  ao NSO um vírus encontrado no telefone de um dissidente saudita no Canadá, Omar Abdulaziz, que falava regularmente via WhatsApp com o jornalista Jamal Khashoggi no exílio. Khashoggi foi torturado e assassinado por autoridades sauditas no consulado do país em Istambul no ano passado. 

Em um comunicado enviado à Bloomberg, a NSO informou que “o único objetivo da NSO é fornecer tecnologia às agências governamentais de inteligência e aplicação da lei para ajudá-las a combater o terrorismo e crimes graves. Nossa tecnologia não foi projetada ou licenciada para uso contra ativistas de direitos humanos e jornalistas. Isso ajudou a salvar milhares de vidas nos últimos anos.”

“Eles querem a credibilidade de ter poderosos serviços de inteligência como clientes, mas, ao mesmo tempo, querem receber crédito apenas pelos supostos sucessos, enquanto se isentam da responsabilidade por qualquer um dos supostos abusos”, disse John Scott-Railton, pesquisador sênior do Citizen Lab, à Bloomberg. 

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